O Tribunal do Júri absolveu, no domingo (31), sete policiais militares acusados de omissão durante o assassinato de 11 pessoas na Chacina do Curió, ocorrida em 2015, na cidade de Fortaleza.
O caso ocorreu entre os dias 11 e 12 de novembro de 2015, na comunidade do Curió, em Grande Messejana, região periférica da capital cearense. A maioria das vítimas foi escolhida aleatoriamente pelos agentes e tinha entre 16 e 20 anos. Nenhuma viatura da Polícia Militar que estava próxima ao local prestou socorro aos feridos.
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O julgamento dos sete réus pelo Conselho de Sentença da 1ª Vara do Júri de Fortaleza teve início no dia 25 de agosto. De acordo com o Ministério Público do Ceará (MP-CE), os acusados integraram o “Núcleo da Omissão”, grupo policial que teria se omitido diante dos assassinatos.
Após sete dias de julgamento, os PMs Daniel Fernandes da Silva, Gildácio Alves da Silva, Luís Fernando de Freitas Barroso, Farlley Diogo de Oliveira, Renne Diego Marques, Francisco Flávio de Sousa e Francisco Fabrício Albuquerque de Sousa foram absolvidos de todas as acusações.
As acusações incluíam 11 homicídios duplamente qualificados, três homicídios tentados, três crimes de tortura física e um de tortura psicológica.
No dia 22 de setembro, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) iniciará o quinto júri do Caso Curió, com o julgamento dos três últimos réus, completando o total de 30 acusados no processo.