PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Justiça condena 3 estudantes por racismo recreativo em Minas Gerais

TJMG condena universitários da Uemg por injúria racial cometida durante trote acadêmico na Universidade do Frutal
Prédio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Prédio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

— Reprodução/Juarez Rodrigues/TJMG

28 de janeiro de 2026

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou três estudantes da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) por injúria racial qualificada durante um trote na cidade de Frutal, no Triângulo Mineiro. 

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), autor da denúncia, o caso ocorreu durante um trote entre estudantes recém-ingressos e veteranos, em março de 2024. Na ocasião, os réus atribuíram o apelido racista “bombril” a uma caloura, em referência ao seu cabelo. 

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

O órgão informa que, conforme apontam as investigações, um dos estudantes atuou como o autor intelectual e sugeriu o apelido, enquanto o segundo, como vice-presidente do grupo organizador, autorizou o uso do termo. Uma terceira aluna confeccionou uma placa de identificação com o nome e entregou à vítima. 

Além de reconhecer o racismo estrutural, a decisão judicial considerou o contexto recreativo como agravante. Cada um dos denunciados foi sentenciado a três anos de reclusão em regime inicial aberto, acrescidos de 15 dias-multa e pagamento de R$ 10 mil por danos morais. 

Apesar da sentença, a pena privativa de liberdade foi substituída pelo pagamento de cinco salários-mínimos e prestação de serviços à comunidade. A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos de Frutal informou que vai recorrer da dosimetria para que seja aplicada a pena máxima prevista por lei.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano