O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) condenou, na noite de quarta-feira (15), Brendon Alexander Luz da Silva pela morte de Moïse Kabagambe, imigrante congolês assassinado na cidade do Rio de Janeiro.
O crime ocorreu no dia 24 de janeiro de 2022, quando Kabagambe, de 24 anos, cobrava pagamentos atrasados por serviços prestados no quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca.
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A vítima, que vivia no Brasil desde 2014 como refugiada de conflitos na República Democrática do Congo (RDC), foi linchada e espancada por diversas pessoas, com golpes de taco de beisebol, socos e chutes.
De acordo com o TJRJ, imagens das câmeras do estabelecimento registraram Brendon ao lado de outro acusado posando para uma foto enquanto Moïse já estava imobilizado no chão e aparentemente desacordado.
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O Conselho de Sentença do 1º Tribunal do Júri reconheceu que o crime foi praticado com emprego de meio cruel e destacou que o congolês foi agredido “como se fosse um animal peçonhento”. Silva foi sentenciado à pena de 18 anos e oito meses em regime fechado.
“Registre-se que Brendon, durante todo esse tempo, nada fez para fazer cessar a desnecessária violência”, destacou a juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis no parecer.
Durante o julgamento, o acusado confirmou que amarrou a vítima, mas alegou que não tinha a intenção de matar.
Outros dois réus no caso foram condenados pelo TJRJ em março de 2025, Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca. Somadas, as penas da dupla totalizam 44 anos de prisão em regime fechado.