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Justiça do Rio decreta prisão preventiva de turista argentina por injúria racial

Justiça acatou pedido do MPRJ e apontou risco de fuga da advogada acusada de ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema
A advogada argentina Agostina Paez.

A advogada argentina Agostina Paez.

— Reprodução/Redes Sociais

6 de fevereiro de 2026

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou, na última quinta-feira (5), a prisão preventiva da advogada argentina Agostina Paez, por proferir ofensas racistas contra quatro funcionários em um bar em Ipanema, na zona sul da capital fluminense. 

A decisão da 37ª Vara Criminal do TJRJ atende ao pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e destaca o risco de fuga da argentina. 

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Anteriormente, a Justiça já havia retido o passaporte de Paez e determinado a utilização de tornozeleira eletrônica.

De acordo com o MPRJ, na ocasião, ocorrida em 14 de janeiro, a turista estava acompanhada de duas amigas no estabelecimento, quando chamou um funcionário de “negro”, de forma ofensiva e discriminatória. 

Após ser advertida pela colega de que a conduta configura crime no Brasil, a mulher teria se dirigido à caixa do bar e a chamou de “mono” (macaco em espanhol), fazendo gestos que simulavam o animal. A denunciada voltou a praticar ofensas racistas após sair do local, na calçada.

A defesa da Agostina Paez alegou que os gestos teriam sido brincadeiras dirigidas às suas amigas, versão rejeitada pela Justiça.

O MPRJ destaca que a advogada teve a intenção de discriminar e inferiorizar os funcionários do estabelecimento. Os relatos das vítimas, segundo o órgão, foram corroborados pelas imagens do circuito interno de monitoramento do bar e pelas declarações das testemunhas.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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