O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou, na última quinta-feira (5), a prisão preventiva da advogada argentina Agostina Paez, por proferir ofensas racistas contra quatro funcionários em um bar em Ipanema, na zona sul da capital fluminense.
A decisão da 37ª Vara Criminal do TJRJ atende ao pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e destaca o risco de fuga da argentina.
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Anteriormente, a Justiça já havia retido o passaporte de Paez e determinado a utilização de tornozeleira eletrônica.
De acordo com o MPRJ, na ocasião, ocorrida em 14 de janeiro, a turista estava acompanhada de duas amigas no estabelecimento, quando chamou um funcionário de “negro”, de forma ofensiva e discriminatória.
Após ser advertida pela colega de que a conduta configura crime no Brasil, a mulher teria se dirigido à caixa do bar e a chamou de “mono” (macaco em espanhol), fazendo gestos que simulavam o animal. A denunciada voltou a praticar ofensas racistas após sair do local, na calçada.
A defesa da Agostina Paez alegou que os gestos teriam sido brincadeiras dirigidas às suas amigas, versão rejeitada pela Justiça.
O MPRJ destaca que a advogada teve a intenção de discriminar e inferiorizar os funcionários do estabelecimento. Os relatos das vítimas, segundo o órgão, foram corroborados pelas imagens do circuito interno de monitoramento do bar e pelas declarações das testemunhas.