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Justiça obriga Funai a concluir demarcação de terra indígena em Rondônia

O território Guarasugwe Riozinha aguarda por regularização há 10 anos
Indígenas participam de manifestação no Rio de Janeiro, em 17 de junho de 2025

Indígenas participam de manifestação no Rio de Janeiro, em 17 de junho de 2025

— Mauro Pimentel/AFP

27 de agosto de 2025

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a decisão que obriga a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) a concluir a demarcação da Terra Indígena (TI) Guarasugwe Riozinha, no município de Pimenteiras do Oeste (RO). 

A ação acatou a manifestação do Ministério Público Federal (MPF), que apontou demora sem justificativa na adoção das medidas necessárias para a regularização do território, que aguarda há mais de dez anos pela demarcação e hoje é ocupado por terceiros. 

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Na ação civil pública iniciada pelo MPF, a Justiça Federal determinou que a Funai deveria criar um grupo de trabalho, apresentar um cronograma de ações e concluir o relatório em até 365 dias. No entanto, o órgão não cumpriu as determinações e recorreu, em primeira instância, pela suspensão do processo.

À época, a Funai alegou possibilidade de conflito envolvendo as etnias Sabanê e Cinta Larga. O pedido foi acatado pela Justiça Federal, que concedeu a suspensão de 90 dias. 

O TRF1 acolheu o recurso apresentado pelo Ministério Público, que apontava que o território reivindicado pela comunidade indígena Guarasugwe não tinha relação com as etnias em conflito, além de não possuir sobreposição com suas terras. 

Com a nova decisão, a Justiça determinou que, após os 90 dias, a Funai deverá adotar as medidas determinadas judicialmente, que incluem a conclusão do processo demarcatório. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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