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Mais de 41 mil crimes ambientais foram registrados desde 2023; SP lidera casos

Levantamento da Rede de Observatórios da Segurança mostra que 69% das violações foram cometidas contra fauna e flora
Incêndio florestal no Parque Nacional de Brasília, no dia 15 de setembro de 2024.

Incêndio florestal no Parque Nacional de Brasília, no dia 15 de setembro de 2024.

— Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

17 de junho de 2025

Entre 2023 e 2024, cerca de 41,2 mil crimes ambientais foram registrados em nove estados brasileiros, sendo a maioria violações contra a fauna e a flora. As informações são do levantamento da Rede de Observatórios da Segurança, divulgado nesta terça-feira (17).

O boletim “Além da Floresta: conflitos socioambientais e deserto de informações” compila dados obtidos pela organização por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), junto a informações das Secretarias de Segurança Pública e de órgãos correlatos.

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O documento analisou dados do Amazonas, Ceará, Maranhão, Bahia, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo a entidade, as infrações à fauna e à flora representam 69,54% do total, somando 28.651 casos. Outros tipos de crimes ambientais equivaleram a aproximadamente 16,6%.

De acordo com o levantamento, os registros de poluição e exploração mineral corresponderam, respectivamente, a 8,54% e 0,89%. A organização destaca que houve mais informações disponíveis sobre os estados do Pará, Pernambuco e Piauí. Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo não apresentaram dados sobre as comunidades tradicionais.

Nas localidades onde foi possível categorizar os crimes, a Rede de Observatórios observou que 87,2% dos crimes ambientais no território baiano foram contra a flora.

No Piauí, o maior percentual foi o de poluição (27,6%). Os maiores percentuais de exploração mineral foram registrados no Rio de Janeiro (2,6%) e na Bahia (2,2%).

São Paulo foi o estado com o maior número de crimes ambientais em valores absolutos (17,5 mil), além de registrar um aumento de 246,3% nos crimes de incêndio em matas, florestas, lavouras ou pastagens.

A pesquisa destaca que, apesar de expressivos, os números são insuficientes para retratar a realidade socioambiental, porque não há índices suficientes sobre violações cometidas em terras indígenas e tradicionais. As diferenças entre as unidades federativas nas formas de reunir as informações também influenciam nas baixas notificações.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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