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Mais de 55% dos novos alunos da USP são negros, indígenas e de escola pública

Esse foi o maior ingresso de alunos através das políticas de ações afirmativas da USP, com cerca de 2,9 mil alunos pretos, pardos e indígenas
Imagem mostra dois homens negros estudando em uma biblioteca.

Foto: Reprodução / Pexels

17 de junho de 2024

Neste ano, a Universidade de São Paulo (USP) obteve o resultado de vestibular mais inclusivo da história da instituição. De 10.753 vagas preenchidas, 5.954 foram destinadas para ingressantes que cumpriram o ensino médio exclusivamente em escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI). O número representa 55,4% do total de alunos.

Segundo nota publicada pela USP, do total destinado à política de ações afirmativas, os autodeclarados pretos, pardos e indígenas somaram 2.965 dos estudantes, correspondendo a 27,6% da reserva de vagas. Em 2023, os índices foram de 54,1% para os ingressantes de instituições públicas e de 27,2% para PPIs.   

Os dados se referem às três formas de ingresso adotadas pela USP em 2023: a prova da Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST), o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e o Provão Paulista.

O Reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, destaca que o Provão Paulista popularizou a universidade para os jovens do ensino público, se tornando uma “possibilidade real para que eles possam prosseguir seus estudos”.

Essa é a primeira vez na qual o Provão Paulista é utilizado como forma de ingresso na USP. O exame, promovido pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, foi criado em 2023 e ofertou 1.500 vagas para os estudantes do ensino médio da rede estadual de São Paulo. Dessas, 1.365 foram preenchidas.

Outro fator que pode ter influenciado no aumento da diversidade no perfil dos ingressantes é a alteração da forma de convocação dos estudantes inscritos para as políticas afirmativas, implementada pela instituição em 2023.

Independente da categoria inscrita, todos os estudantes concorreram primeiramente às vagas destinadas à Ampla Concorrência (AC). Dessa maneira, as vagas foram preenchidas amplamente inicialmente e em seguida das de Escola Pública. Só depois foram destinadas as vagas para os alunos pretos, pardos e indígenas.

Dos candidatos autodeclarados PPI, 118 foram aprovados em Ampla Concorrência e 726 em vagas reservadas ao ensino público. Outros 392 alunos egressos de escolas públicas também foram aprovados por ampla concorrência.

“Neste processo seletivo, identificamos um fenômeno importante: muitos candidatos, embora egressos das escolas públicas e também PPI, se inscreveram somente em vagas de ampla concorrência, isto é, optaram por não disputar as vagas reservadas para as políticas afirmativas”, explica o pró-reitor adjunto de Graduação, Marcos Garcia Neira, ao Jornal USP.

Com informações do texto de Adriana Cruz, Júlia Queiroz e Maria Clara Portela para o Jornal USP.

  • Verônica Serpa

    Graduanda de Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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