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 Manifestação na zona leste de SP denuncia aumento da violência policial

Manifesto cobra redução da letalidade policial e denuncia impacto da violência nas periferias da zona leste de São Paulo
XI Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana, no Rio de Janeiro, em 7 de agosto de 2025.

XI Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana, no Rio de Janeiro, em 7 de agosto de 2025.

— Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil

7 de maio de 2026

Moradores, coletivos e movimentos populares do bairro Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, realizam, nesta quinta-feira (7), a “Caminhada pela Vida dos Jovens e das Mulheres da Cidade Tiradentes”, manifestação em denúncia do aumento da violência policial no território. A concentração está marcada para às 15h.

Em manifesto divulgado para a imprensa, a comunidade destaca que as mortes por intervenção policial na região não representam casos isolados, mas um padrão contínuo de atuação marcado por repressão, arbitrariedade e uso desproporcional da força. 

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Leia mais: Letalidade policial em SP cresce mais de 90% no governo Tarcísio de Freitas

O comunicado relata abordagens sem fundada suspeita, uso excessivo da força letal, negligência no socorro às vítimas e falta de responsabilização dos agentes envolvidos. 

Dados da Agência Brasil, divulgados no dia 4 de maio, indicam que o estado paulista registrou um aumento de 90% nos casos de letalidade policial desde o início da gestão de Tarcísio de Freitas, com 142 pessoas mortas somente no primeiro trimestre deste ano. 

Os coletivos também alertam para a escalada de casos de feminicídio e violência contra crianças e adolescentes na Cidade Tiradentes, impulsionada pela falta de políticas públicas e de uma rede de assistência social estruturada. 

Leia mais: Mulheres negras são 62,6% das vítimas de feminicídio no Brasil, aponta levantamento

A caminhada é apresentada pelos organizadores como um ato em memória das vítimas da violência e das famílias que seguem em busca de justiça. O manifesto encerra afirmando que “não há paz sem justiça” e que “não há segurança onde a polícia mata”.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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