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Letalidade policial em SP cresce mais de 90% no governo Tarcísio de Freitas

Pesquisa da Agência Brasil indica que os policiais militares em serviço mataram 134 pessoas em São Paulo no primeiro trimestre de 2026
Entrega de viaturas da Polícia Militar de São Paulo (PMSP), em 2 de agosto de 2019.

Entrega de viaturas da Polícia Militar de São Paulo (PMSP), em 2 de agosto de 2019.

— Reprodução/Governo de SP

5 de maio de 2026

No estado de São Paulo, os policiais militares e civis em serviço mataram 142 pessoas no primeiro trimestre deste ano, cinco vítimas a mais do que as registradas no mesmo período em 2025. As informações são do levantamento da Agência Brasil, divulgado na segunda-feira (4). 

O material foi elaborado a partir do relatório dinâmico do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), que reúne dados das mortes em decorrência de intervenção policial. 

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As mortes ocasionadas por policiais fora de serviço também apresentaram um aumento, passando de 29 em 2025 para 33 nos primeiros três meses de 2026. Considerando os agentes militares em serviço, o número de mortos se manteve em 134 de janeiro a março deste ano. 

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De acordo com a pesquisa, durante a gestão estadual anterior, do ex-governador João Dória, os registros de mortes por policiais militares em serviço apresentaram uma redução de 63,6%. Porém, o índice vem aumentando anualmente. 

Em 2023, no primeiro ano do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), os óbitos cresceram cerca de 36%, com um acréscimo de 95 vítimas em relação ao ano anterior. No ano seguinte, o salto foi de 83%, com 653 mortes. 

No ano de 2025, penúltimo do mandato, houve um novo acréscimo de 7,6%, totalizando 703 mortos. Do início do mandato até o momento, a letalidade da polícia militar de Freitas aumentou aproximadamente 96,1%. 
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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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