Os ministérios da Igualdade Racial (MIR) e do Esporte (MESP) publicaram, na quarta-feira (18), uma nota em solidariedade ao atacante do Real Madrid, Vini Jr., vítima de um episódio de racismo durante partida da Liga dos Campeões da União das Federações Europeias de Futebol (Uefa).
O caso ocorreu na terça-feira (17), durante a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, no Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal. Segundo o jogador, o atacante argentino Gianluca Prestianni teria o chamado de “mono”, termo racista que significa “macaco” em espanhol, após o gol que definiu o resultado da partida.
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O árbitro acionou o protocolo antirracismo previsto pela Uefa, e o jogo ficou paralisado por cerca de dez minutos. Após a retomada, o atacante brasileiro também foi alvo de vaias da torcida adversária.
No comunicado, as pastas informaram que acompanharão de perto a investigação anunciada pela Uefa e destacaram a importância do acionamento do protocolo antirracismo durante o jogo.
“É inaceitável que manifestações racistas ocorram em ambientes esportivos, que devem ser espaços de respeito, convivência e promoção da igualdade racial. O racismo é uma violação de direitos humanos e um atentado aos princípios fundamentais do esporte. Racismo é crime”, diz trecho da nota.
Após o ocorrido, na quarta-feira (18), a Uefa anunciou a abertura de um processo disciplinar sobre o caso, com a designação de um inspetor de Ética e Disciplina para a apuração da denúncia de comportamento discriminatório em campo.