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Moradores de SP apontam aumento de pessoas em situação de fome e pobreza no último ano

Estudo revela percepção da população sobre situação de rua, fome, desemprego e impactos financeiros
Imagem de pessoas em situação de rua. Um estudo apresentado pela rede Nossa São Paulo revela a percepção dos moradores de São Paulo sobre pobreza e renda.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

17 de maio de 2024

A Rede Nossa São Paulo apresentou a pesquisa “Viver em São Paulo: Pobreza e Renda”, em parceria com o Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica. O lançamento ocorreu nesta quinta-feira (16), durante um evento presencial e gratuito no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, na capital paulista.

O estudo aborda a percepção dos moradores da cidade sobre diversos temas, como o aumento da população em situação de rua, as causas da pobreza e o aumento e a diminuição da renda.

De acordo com os resultados apresentados, 75% dos entrevistados acreditam que o número de pessoas em situação de rua aumentou nos últimos 12 meses. Além disso, 71% afirmam que houve crescimento no número de pessoas em situação de fome e pobreza.

Entre as principais causas apontadas para o aumento da população em situação de rua estão o desemprego (67%), o alto custo de vida na cidade (52%) e a elevação do preço dos aluguéis (48%).

Dentre as medidas sugeridas para melhorar a situação dos moradores de rua, as políticas de moradia (50%), oferta de cursos de capacitação profissional (40%) e ampliação da rede de atendimento socioassistencial (37%) foram as mais mencionadas.

No que diz respeito à renda, 27% dos moradores perceberam uma diminuição nos últimos 12 meses, sendo que 37% dos entrevistados da classe DE relataram essa redução. Por outro lado, 52% afirmaram que a renda se manteve estável e 16% indicaram aumento.

Para complementar a renda, 44% dos entrevistados precisaram realizar atividades extras, sendo os “bicos” de serviços gerais os mais comuns. Além disso, 87% dos lares paulistanos apontaram a alimentação como o item que mais impacta no orçamento familiar.

O estudo também revela mudanças nos hábitos de consumo, com 37% dos entrevistados diminuindo o consumo de roupas e calçados, e 19% reduzindo o consumo de gás e energia elétrica.

A pesquisa também aborda questões de endividamento, mostrando que uma parcela significativa da população se endividou para adquirir alimentos básicos, pagar contas de energia elétrica e água encanada.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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