O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) solicitou, na segunda-feira (11), a conversão da prisão em flagrante do segundo-sargento da Polícia Militar Anísio Santiago Santos, detido após denúncia de extorsão, para prisão preventiva.
O órgão indica que a investigação da Polícia Civil foi deflagrada após denúncia de um suposto esquema de integrantes da Divisão de Operações Especiais (DIOE) para extorquir comerciantes. Um segundo homem, Gerson Souza Cruz, também foi preso preventivamente.
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Segundo o MPPA, um feirante relatou ter sido interceptado pelos suspeitos, que teriam se apresentado como policiais e alegado a existência de um processo contra ele. Em decorrência da falsa ação judicial, ambos exigiram um pagamento de R$ 30 mil para não conduzi-lo à delegacia.
Inicialmente, a vítima entregou R$ 4 mil à dupla e, posteriormente, outros R$ 10 mil em sua residência.
A solicitação, assinada pela promotora da 5ª Promotoria de Justiça de Castanhal (PA) Maria José Carvalho, indica que a atuação do sargento possui indícios dos crimes de extorsão, usurpação de função pública e concurso de pessoas e continuidade delitiva.
Para a promotoria, além da gravidade dos fatos, o caso apresenta risco de reiteração criminosa e de abalo à confiança nas instituições policiais. A existência de antecedentes criminais de um dos acusados também foi utilizada como fundamento para a manifestação por prisão preventiva.
O pedido foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), que deverá deliberar sobre a conversão.