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MPF pede explicações à Meta sobre bloqueio de perfis LGBTQIA+ no Instagram

Às vésperas da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, um dos maiores eventos do gênero no mundo, entidade denunciou a suspensão de diversos perfis ligados à comunidade
Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Brasília, na Esplanada dos Ministérios em Brasília, 6 de julho de 2025.

Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Brasília, na Esplanada dos Ministérios em Brasília, 6 de julho de 2025.

— Marcelo Camargo/Agência Brasil

6 de junho de 2026

O Ministério Público Federal (MPF) pediu informações à Meta Brasil sobre a suspensão de mais de 100 perfis ligados à comunidade LGBTQIA+ no Instagram. Os perfis suspensos somavam mais de 1,7 milhão de seguidores.

O pedido decorreu de uma representação feita pela organização Sleeping Giants Brasil. A entidade relatou bloqueios em massa de perfis voltados à temática LGBTQIA+ entre maio e junho de 2026. Os perfis atuavam na produção de conteúdo, informação, mobilização social e defesa de direitos da população LGBTQIA+.

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As suspensões ocorreram próximo ao Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, em 17 de maio, e voltaram a acontecer às vésperas da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, que acontece neste domingo (7) e é um dos maiores eventos do gênero no mundo.

O documento da representação afirma que parte das contas foi restabelecida depois pela própria plataforma em razão da repercussão na imprensa. Ainda assim, novas suspensões teriam ocorrido poucos dias depois.

O MPF considera que a situação exige esclarecimentos detalhados. As suspensões atingiram um número expressivo de usuários e canais de comunicação voltados à promoção de direitos e visibilidade da população LGBTQIA+.

Leia mais: Filtros de Instagram podem ser prejudiciais para autoestima de mulheres negras

Mudanças nas políticas da Meta

O procurador da República Lucas Costa Almeida Dias afirmou que as informações solicitadas à big tech guardam relação direta com o objeto de um inquérito civil, que acompanha a proteção de pessoas LGBTQIA+ contra discursos de ódio nas plataformas digitais. O procurador destacou especialmente as mudanças anunciadas pela Meta em suas diretrizes de moderação.

O MPF apura se os bloqueios podem estar relacionados à flexibilização das políticas de combate a conteúdos discriminatórios. O órgão também investiga se as suspensões decorrem de alterações institucionais implementadas pela empresa na gestão dessas políticas.

Leia mais: ‘Somos mais perseguidos’: Chavoso da USP tem contas no Instagram suspensas e pode ter prejuízo financeiro

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