O sociólogo e comunicador Thiago Torres, mais conhecido como “Chavoso da USP”, teve suas contas no Instagram (uma principal e outra reserva) suspensas pela Meta nesta semana. Os perfis, que juntos somavam mais de 1 milhão de seguidores, foram desativados sob a justificativa de “violação das diretrizes da comunidade”.
Em entrevista à Alma Preta, Torres explica que a plataforma não deu qualquer tipo de explicação concreta sobre a exclusão, assim como não indicou nenhuma publicação que tenha descumprido as normas do aplicativo.
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Apesar de não ter uma justificativa oficial, o comunicador entende que há a possibilidade de se tratar de um caso de censura e recorda que o mesmo aconteceu recentemente com o historiador e comunicador Jones Manoel.
“É muito difícil de prever, de supor exatamente o que aconteceu. Claro que a gente sempre vai acreditar que é perseguição política, censura. A gente que é comunicador de esquerda, principalmente de esquerda radical, é mais perseguido e censurado por essas plataformas”, destaca.
De acordo com o sociólogo, a segunda conta foi suspensa na madrugada desta terça-feira (18) sob a alegação de vínculo com o primeiro perfil banido. A Meta declarou que, conforme determina uma regra da plataforma, pessoas não podem criar novas contas depois que foram derrubadas. No entanto, o perfil reserva já existia há anos.
“Eu acho que isso por si só já é absurdo, mas nem foi isso que eu fiz. Eu já tinha essa conta reserva há três anos, que eles derrubaram agora. Também sem justificativas concretas”.
As redes sociais são a principal ferramenta de trabalho de Torres, que as utiliza para produzir conteúdos e divulgar suas palestras. O comunicador informou que seus advogados já solicitaram uma liminar pela restauração das contas na Justiça de São Paulo.
“É principalmente através do Instagram que eu divulgo minhas palestras. Agora mesmo, eu tô aqui em Manaus para palestrar na Universidade Federal do Amazonas. Não pude divulgar minha palestra. E, consequentemente, eu vou ter impactos financeiros também. Vai ser dinheiro mesmo que eu vou perder, sendo que esse é o meu trabalho e o meu sustento atual”, completa.
A Alma Preta tentou contato com a Meta, empresa responsável pelo Instagram, para explicações sobre o caso, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.