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Mulheres negras são maioria das vítimas de racismo na internet, aponta pesquisa

Pesquisa do Aláfia Lab analisa denúncias de racismo nas redes sociais registradas no Disque 100
XI Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana, no Rio de Janeiro, no dia 27 de julho de 2025.

XI Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana, no Rio de Janeiro, no dia 27 de julho de 2025.

— Fernando Frazão/Agência Brasil

27 de agosto de 2025

Entre os anos de 2011 e 2025, as mulheres negras brasileiras foram a maioria das vítimas de racismo nas redes sociais. As informações são da pesquisa “Brasil, mostra sua cara: retrato das vítimas de racismo online e o anonimato de seus agressores”, do Aláfia Lab

Com dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação (LAI) e pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), o levantamento analisa as notificações de racismo on-line registradas no Disque 100, canal oficial para denúncias de violações de direitos humanos.

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Das 1.738 ocorrências observadas, 61% foram denunciadas por mulheres e 37% por homens. A pesquisa ressalta a predominância de casos entre mulheres negras de 18 a 40 anos. Apenas um banco de dados havia informações sobre pessoas LGBTQIAPN+, o que impossibilitou a análise detalhada desse grupo. 

Em 1.063 casos, foi possível identificar a cor das vítimas. Do total, 91% (967) se referem a pessoas negras, das quais 66,5% são pretas e 24,5% são pardas.

Cerca de 27% das vítimas possuíam de 25 a 30 anos. A segunda faixa etária mais afetada é de 31 a 40 anos (22%), seguida dos jovens de 18 a 24 anos (21%). O levantamento sugere que há uma concentração de vítimas entre jovens e adultos em idade economicamente ativa. 

De acordo com a pesquisa, os homens representam a maior parte dos suspeitos de autoria dos crimes, reunindo 55%. Embora apareçam como principais suspeitos, as autoras mulheres somaram 44% da autoria das violações. 

Além do recorte de gênero, o levantamento também destaca que pessoas brancas formam o perfil racial majoritário dos denunciantes, com a autoria em 70,85% dos casos. Em 28,62% das denúncias, o autor era negro.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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