PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mulheres seguem sub-representadas no jornalismo global, aponta relatório da ONU

Relatório da ONU Mulheres destaca que somente 26% das pessoas vistas, ouvidas ou mencionadas em noticiários são mulheres
A imagem mostra microfones de jornalistas em uma coletiva de imprensa.

A imagem mostra microfones de jornalistas em uma coletiva de imprensa.

— Reprodução/ Lula Marques/ Agência Brasil

5 de setembro de 2025

Três décadas após a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, acordo internacional para a equidade de gênero firmado na Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher, a presença feminina no jornalismo permanece estagnada. É o que indica o relatório Global Media Monitoring Project (GMMP 2025), divulgado na quinta-feira (4) pela ONU Mulheres.

O relatório aponta que apenas 26% das pessoas vistas, ouvidas ou mencionadas em noticiários de rádio, TV, jornais e sites de notícias são mulheres. No período de 1995 a 2025, mulheres apareceram, em grande parte, como testemunhas ou entrevistadas, e raramente como especialistas.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A pesquisa identificou que 41% das reportagens em veículos tradicionais foram assinadas por mulheres, um avanço considerável em relação a 1995, quando a participação era de 28%.

Mesmo com o crescimento, o levantamento indica que a presença feminina na autoria não garantiu aumento significativo de mulheres como fontes ou protagonistas das matérias. 

O relatório também ressaltou que a cobertura de violência de gênero continua sendo minoritária. Somente duas a cada 100 notícias abordam o tema. 

Para a vice-diretora executiva da ONU Mulheres, Kirsi Madi, é necessário que a imprensa reflita a realidade de forma equitativa para todas as mulheres e meninas.

“Sem as vozes das mulheres e das meninas no ar, não pode haver democracia, segurança duradoura ou um futuro comum. A história completa não pode ser contada sem as mulheres”, afirma Madi, em nota à imprensa. 

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano