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Mulheres vão às ruas contra violência em SP neste 8 de março; estado tem recorde de feminicídios

Manifestação na Avenida Paulista também vai reinvidicar melhores condições de trabalho para a população feminina
Dezenas de mulheres, coletivos e sindicatos de classe participaram da marcha do Dia Internacional da Mulher, celebrado no último sábado (8), no Rio de Janeiro.

Dezenas de mulheres, coletivos e sindicatos de classe participaram da marcha do Dia Internacional da Mulher, celebrado no último sábado (8), no Rio de Janeiro.

— Tânia Rêgo/Agência Brasil

6 de março de 2026

Mulheres vão às ruas de São Paulo no domingo (8), Dia Internacional da Mulher, para protestar contra a violência de gênero e cobrar políticas públicas de enfrentamento. O ato reunirá movimentos sindicais, sociais e organizações da sociedade civil, com concentração a partir das 14h no vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na Avenida Paulista.

A manifestação ocorrerá em meio a uma explosão nos casos de violência contra a mulher no estado de São Paulo. O estado registrou um recorde de feminicídios em 2025, com 270 mulheres mortas. O número representa um aumento de 96,4% em relação a 2021. No mesmo período, o Brasil contabilizou 1.518 mulheres assassinadas, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

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São Paulo concentra 17,2% do total de feminicídios registrados no país, o maior número absoluto entre os estados. Considerando o total de vítimas da região Sudeste, 41% das mortes ocorreram em território paulista.

O ato também reivindica melhores condições de trabalho para a população feminina, o fim da escala 6×1, bem como a redução da jornada sem diminuição salarial.

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  • Thayná Santana

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