A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) apresentará, na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), a demarcação de terras indígenas como principal estratégia de enfrentamento às mudanças climáticas e de conservação da biodiversidade.
A conferência será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém, e deve reunir mais de três mil representantes de povos indígenas do Brasil e de outros países, segundo estimativa do Ministério dos Povos Indígenas.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
De acordo com a entidade, as terras indígenas no Brasil abrangem cerca de 105 milhões de hectares, 13,8% do território nacional, e concentram menos de 3% do desmatamento registrado no país. Em nota, a entidade destaca que isto é possível devido a relação harmônica e sustentável com as terras que habitam.
“Essa conexão é vital, pois faz parte de uma cadeia de práticas que ultrapassam os limites territoriais e impactam toda a sociedade. A reprodução cultural nos territórios e a proteção à cosmovisão, à espiritualidade e à relação especial dos povos indígenas com as terras habitadas são alguns dos resultados que beneficiam toda a coletividade”, diz trecho do comunicado.
Para a presidenta da Funai, Joenia Wapichana, o protagonismo indígena deve ser reconhecido nas decisões globais sobre o clima, uma vez que são os que mais sofrem com a incidência de eventos climáticos extremos
“Os povos indígenas têm atuado como guardiões do meio ambiente e da biodiversidade, beneficiando todo o planeta, e devem ter seus conhecimentos valorizados”, declarou no comunicado.
Durante a COP30, a fundação participará com duas iniciativas principais: o Espaço da Biodiversidade – Produtos Sustentáveis do Brasil, localizado na Zona Verde do evento, e o Festival de Cinema Ecos da Terra.