Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) cobraram do Estado brasileiro medidas de reparação, justiça e responsabilização pelos Crimes de Maio, série de episódios de violência ocorridos na cidade de São Paulo em 2006.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, entre 12 e 21 de maio de 2006 uma série de confrontos entre o PCC e forças policiais resultou na morte de 564 pessoas e no ferimento de outras 110, além do desaparecimento forçado de ao menos quatro pessoas.
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O relatório “Análise dos Impactos dos Ataques do PCC em São Paulo em Maio de 2006”, do Laboratório de Análises da Violência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), indica que, entre os óbitos, 505 pessoas eram civis, majoritariamente negras, pobres e jovens.
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A manifestação da ONU foi emitida após apelo urgente encaminhado pela organização Conectas Direitos Humanos e pelo Movimento Independente Mães de Maio. O documento denunciou a ausência de respostas efetivas do Estado, solicitando medidas voltadas à memória, à verdade, à reparação das famílias e à prevenção de novas violações.
Para a Organização das Nações Unidas, o baixo número de condenações fortalece a impunidade e compromete o direito à verdade. A entidade destacou que a utilização da prescrição para encerrar processos aprofunda o sofrimento das famílias e contribui para a permanência de práticas marcadas pelo racismo estrutural.
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Os especialistas solicitaram investigações independentes e compatíveis com padrões internacionais de direitos humanos, junto à adoção de garantias que impeçam a repetição de episódios semelhantes.
Texto com informações da Agência Brasil.