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ONU cobra justiça e reparação pelos 20 anos dos Crimes de Maio

Organização das Nações Unidas reconhece os Crimes de Maio como grave violação de direitos humanos e defende medidas de reparação às famílias das vítimas
Manifestação por justiça pelos Crimes de Maio de 2006, em São Paulo, no dia 14 de maio de 2016.

Especialistas da ONU pedem responsabilização do Estado brasileiro pelas mortes ocorridas durante a onda de violência de 2006 em São Paulo Manifestação por justiça pelos Crimes de Maio de 2006, em São Paulo, no dia 14 de maio de 2016.

— Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil

2 de junho de 2026

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) cobraram do Estado brasileiro medidas de reparação, justiça e responsabilização pelos Crimes de Maio, série de episódios de violência ocorridos na cidade de São Paulo em 2006. 

Segundo o Ministério Público de São Paulo, entre 12 e 21 de maio de 2006 uma série de confrontos entre o PCC e forças policiais resultou na morte de 564 pessoas e no ferimento de outras 110, além do desaparecimento forçado de ao menos quatro pessoas. 

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O relatório “Análise dos Impactos dos Ataques do PCC em São Paulo em Maio de 2006”, do Laboratório de Análises da Violência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), indica que, entre os óbitos, 505 pessoas eram civis, majoritariamente negras, pobres e jovens. 

Leia mais: Após 20 anos dos Crimes de Maio, batalhões mais letais da PM de SP continuam os mesmos 

A manifestação da ONU foi emitida após apelo urgente encaminhado pela organização Conectas Direitos Humanos e pelo Movimento Independente Mães de Maio. O documento denunciou a ausência de respostas efetivas do Estado, solicitando medidas voltadas à memória, à verdade, à reparação das famílias e à prevenção de novas violações. 

Para a Organização das Nações Unidas, o baixo número de condenações fortalece a impunidade e compromete o direito à verdade. A entidade destacou que a utilização da prescrição para encerrar processos aprofunda o sofrimento das famílias e contribui para a permanência de práticas marcadas pelo racismo estrutural. 

Leia mais: Organizações acionam ONU por justiça às vítimas dos crimes de maio de 2006

Os especialistas solicitaram investigações independentes e compatíveis com padrões internacionais de direitos humanos, junto à adoção de garantias que impeçam a repetição de episódios semelhantes. 

Texto com informações da Agência Brasil.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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