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Pesquisa investiga saúde bucal e fatores de risco em populações ribeirinhas da Amazônia

Estudo da Fiocruz no Amazonas e Pará busca mapear condições de saúde bucal e riscos comuns a doenças crônicas para orientar políticas públicas
Profissional do Ministério da Saúde conversa com um morador de comunidade ribeirinha da Amazônia.

Profissional do Ministério da Saúde conversa com um morador de comunidade ribeirinha da Amazônia.

— Reprodução/Fiocruz Amazônia

12 de agosto de 2025

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está realizando trabalho de campo no Amazonas e no Pará para o projeto “Condições de Saúde Bucal e Fatores Comuns de Risco em Populações Rurais Ribeirinhas da Amazônia”. A iniciativa, financiada pelo Ministério da Saúde e pelo CNPq, tem como objetivo avaliar a saúde bucal dessas comunidades e identificar fatores de risco comuns a outras doenças crônicas.

A pesquisa busca produzir conhecimento capaz de subsidiar políticas e ações voltadas às populações ribeirinhas, superando barreiras de acesso aos serviços e melhorando as condições de saúde geral e bucal. 

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A proposta também pretende indicar caminhos para reorientar a atuação das equipes fluviais e ribeirinhas por meio de um modelo de atenção mais eficiente para lidar com condições crônicas não transmissíveis.

O estudo é coordenado pelo pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Fernando Herkrath, e teve início em 2024. Além disso, conta com apoio dos municípios e parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Também participam pesquisadores de instituições estrangeiras.

Metodologia e público-alvo

De caráter transversal, a pesquisa investiga a relação entre comportamentos de saúde e desfechos clínicos, além de analisar barreiras de acesso aos serviços. O público-alvo inclui moradores de 15 a 19 anos e de 35 a 44 anos, de ambos os sexos, residentes em áreas rurais atendidas por equipes de saúde bucal da Estratégia de Saúde da Família (ESF) Fluvial.

As condições de saúde bucal são avaliadas por meio de exame clínico intrabucal, com metodologia e índices recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e utilizados em inquéritos nacionais.

No Amazonas, o estudo abrange as macrorregiões Oeste (21 municípios), Central (25 municípios) e Leste (16 municípios). No Pará, as áreas contempladas são as macrorregiões I (30 municípios), II (30 municípios), III (29 municípios) e IV (30 municípios). A seleção dos participantes será feita a partir do cadastro das equipes de Atenção Básica.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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