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PM mata 2 pessoas na Baixada Santista; moradores dizem que não houve conflito

Moradores do bairro São Bento, em Santos, relataram que os policiais da Rota chegaram ao local disparando contra as pessoas e negam que as vítimas tenham disparado contra os agentes
Uma viatura da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA) da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP).

Uma viatura da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA) da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP).

— Reprodução/Governo de SP

9 de dezembro de 2025

Uma operação da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA) da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP) matou, no domingo (7), dois homens em Santos (SP), na Baixada Santista.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso ocorreu enquanto os agentes realizavam um patrulhamento no bairro São Bento. Essa é a mesma região onde o menino Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, e Gregory Ribeiro Vasconcelos, de 17, foram mortos durante outra operação da PM, em 2024.

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Testemunhas relataram à Ponte Jornalismo que a atuação dos policiais ocorreu sem que houvesse nenhum ataque prévio. A viatura teria chegado ao local e começado a disparar contra as pessoas que estavam na rua, atingindo Lincoln Vinicius Polidoro, 29 anos, e Gabriel Gois, 22. Ambos morreram no local.

Segundo moradores, um terceiro homem correu até o local para conferir se uma das vítimas era seu filho e foi atingido pelos disparos, sendo levado até o hospital em seguida. 

As denúncias também citam violência contra as pessoas da comunidade, com bombas de gás lacrimogêneo direcionadas a quem questionava a ação. Ao chegar ao local, um integrante da Polícia Científica teria ameaçado uma mulher e dito que ela seria a próxima.

A Alma Preta questionou a SSP sobre a motivação da operação e para obter um parecer oficial sobre o caso e as denúncias. A reportagem também pediu informações referentes às câmeras corporais e ao afastamento dos agentes envolvidos na ação, mas não obteve resposta até o momento da publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Texto com informações da Ponte Jornalismo

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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