O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, na quinta-feira (16), dez policiais militares que integraram uma operação no Complexo da Maré, na capital fluminense, em janeiro, por invasão de domicílio e desobediência.
Segundo a denúncia, na ausência dos moradores, os agentes do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) ingressaram em diversas residências sem autorização judicial e fora das hipóteses legais, utilizando chaves tipo “mixa” para abrir a porta dos imóveis. As ações ocorreram no Parque União e Nova Holanda.
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Houve casos em que os moradores foram surpreendidos dentro de suas casas. Após a invasão, os PMs teriam utilizado o espaço para fins particulares e incompatíveis com a atividade policial.
Entre as práticas relatadas, estão descansar em camas e permanecer por períodos prolongados.
O cabo Rodrigo da Rocha Pita e o soldado Diogo Rosa Araújo Costa são acusados de obstruir as câmeras corporais. A dupla teria bloqueado a captura das imagens, fazendo com que o equipamento registrasse apenas uma tela preta.
De acordo com o MPRJ, o cabo Jorge Guerreiro Silva Nascimento também tentou impedir a captação correta da câmera, direcionando o aparelho de forma que comprometesse a gravação.
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O Ministério Público informou que não havia justificativa operacional para a invasão das residências. Além dos crimes, os agentes são acusados de descumprimento de missão e desobediência.
Além de Pita e Araújo, foram denunciados os sargentos Douglas Nunes de Jesus, Carlos Alberto Britis Júnior e Bruno Martins Santiago; o tenente Felippe Martins; e o cabo Diego Ferreira Ramos Martins.