A Corregedoria da Polícia Militar prendeu, nesta sexta-feira (25), cinco policiais militares do Batalhão de Choque por crimes cometidos durante a operação Contenção, no Rio de Janeiro. Com mais de 120 mortes, a ação é considerada como a maior chacina policial do país.
A prisão foi determinada após análises das imagens registradas pelas câmeras corporais dos agentes. Entre as acusações, a Corregedoria destaca o furto de um fuzil durante a ação. Até o momento, dez militares do batalhão serão investigados. Além dos presos, outros cinco sofreram buscas domiciliares.
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De acordo com a Agência Brasil, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que as apurações estão sob a responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), órgão que identificou os indícios de cometimento de crimes ao longo da investigação.
Em nota à imprensa, a deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (CDDHC), a entidade tem denunciado falhas graves, como violações de direitos e falta de perícia independente.
A comissão, que acompanha o caso desde o dia da operação, ouviu testemunhos de moradores dos complexos, no Instituto Médico Legal (IML) e no Hospital Getúlio Vargas, onde foram encaminhados os feridos, para avaliar as condições da ação.
Operação Contenção
Deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, no dia 28 de outubro, a operação Contenção reuniu mais de 2,5 mil policiais civis e militares do Comando de Operações Especiais, unidades operacionais da PM e delegacias especializadas.
Além das mortes, houve denúncias de execuções, violência contra moradores, prisões arbitrárias e impedimento na liberação dos corpos das vítimas. Em relatos colhidos pela Ouvidoria Geral da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ), mulheres denunciaram ter sido assediadas por policiais.