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PMs são presos por crimes cometidos na maior chacina policial do Rio

Entre as acusações da Corregedoria da PM, está o roubo de um fuzil durante a operação policial que matou mais de 120 pessoas na capital fluminense
Mulher segura uma camisa com os dizeres “Paz no CPX da Penha” e “Fora Cláudio Castro”, durante manifestação contra a operação Contenção, no Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 2025.

Mulher segura uma camisa com os dizeres “Paz no CPX da Penha” e “Fora Cláudio Castro”, durante manifestação contra a operação Contenção, no Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 2025.

— Pablo Porciúncula / AFP

28 de novembro de 2025

A Corregedoria da Polícia Militar prendeu, nesta sexta-feira (25), cinco policiais militares do Batalhão de Choque por crimes cometidos durante a operação Contenção, no Rio de Janeiro. Com mais de 120 mortes, a ação é considerada como a maior chacina policial do país. 

A prisão foi determinada após análises das imagens registradas pelas câmeras corporais dos agentes. Entre as acusações, a Corregedoria destaca o furto de um fuzil durante a ação. Até o momento, dez militares do batalhão serão investigados. Além dos presos, outros cinco sofreram buscas domiciliares. 

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De acordo com a Agência Brasil, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que as apurações estão sob a responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), órgão que identificou os indícios de cometimento de crimes ao longo da investigação.

Em nota à imprensa, a deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (CDDHC), a entidade tem denunciado falhas graves, como violações de direitos e falta de perícia independente. 

A comissão, que acompanha o caso desde o dia da operação, ouviu testemunhos de moradores dos complexos, no Instituto Médico Legal (IML) e no Hospital Getúlio Vargas, onde foram encaminhados os feridos, para avaliar as condições da ação. 

Operação Contenção

Deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, no dia 28 de outubro, a operação Contenção reuniu mais de 2,5 mil policiais civis e militares do Comando de Operações Especiais, unidades operacionais da PM e delegacias especializadas. 

Além das mortes, houve denúncias de execuções, violência contra moradores, prisões arbitrárias e impedimento na liberação dos corpos das vítimas. Em relatos colhidos pela Ouvidoria Geral da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ), mulheres denunciaram ter sido assediadas por policiais. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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