Uma pesquisa do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População de Rua (OBPopRua), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), indica que, em 2025, o Brasil registrou 365.822 pessoas em situação de rua. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14) pela Agência Brasil.
O número é cerca de 11,55% acima das 327,9 mil pessoas registradas no ano anterior. A pesquisa foi realizada com dados do Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), que servem de acesso para políticas sociais, como o Bolsa Família. As informações são utilizadas como um indicativo das populações em vulnerabilidade para quantificar os repasses federais aos municípios.
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De acordo com a pesquisa, de 2020 a 2021, a média deste grupo social havia recuado de 194,8 mil para 158,1 mil, mas enfrenta um crescimento contínuo desde 2022.
A região Sudeste é a que concentra a maior parte da população, com 61% (222,3 mil) do total no país. Do total, 150,9 mil (aproximadamente 67,9%) estão no estado de São Paulo, 33,6 mil no Rio de Janeiro (15,1%) e 33,1 mil (14,9%) em Minas Gerais.
Já o Nordeste, segundo no ranking, tem 54,8 mil pessoas em situação de rua. O Amapá é o estado com menor número de pessoas nessa condição, com 292.
Os pesquisadores indicam que o fenômeno pode ser explicado pela falta ou insuficiência de políticas estruturantes voltadas à população em situação de rua e pela precarização das condições de vida pós-pandemia. As emergências climáticas e os deslocamentos forçados na América Latina também teriam influência nesse crescimento.
Texto com informações da Agência Brasil*