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Povos indígenas exigem julgamento presencial da Lei do Marco Temporal no STF

Um homem indígena vestindo camisa azul e um cocar, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF)

Um homem indígena vestindo camisa azul e um cocar, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF)

— Reprodução/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

1 de dezembro de 2025

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) informou, nesta segunda-feira (1º), que protocolou uma manifestação no Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo que o julgamento do Marco Temporal seja realizado presencialmente.

O Supremo agendou para a próxima sexta-feira (5) o julgamento das ações que questionam a constitucionalidade da Lei 14.701/2023, que institui a tese jurídica que concede o direito de demarcação apenas para as terras ocupadas pelos indígenas desde 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.

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A entidade alerta que, entre os processos que serão analisados, há propostas que enfraquecem as demarcações, como o debate sobre a indenização de invasores de terras ocupadas tradicionalmente por indígenas. 

Junto à Apib, assinam a petição o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o partido Rede, a Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), a Comissão Guarani Yvyrupa (CGY), Conselho Indígena de Roraima (CIR) e outras organizações indígenas e ambientalistas. 

O movimento indígena destaca que temas de tamanha relevância e impacto social exigem um debate presencial, transparente e com plena possibilidade de participação dos povos indígenas. 

“O julgamento de mérito de forma virtual da ADC 87, ADI 7582, ADI 7583 e ADI 7586 sem a presença e acompanhamento físico dos povos indígenas que somente uma sessão presencial garante, implicaria na nossa exclusão, na condição de cidadãos brasileiros, de momento jurídico-histórico cujo andamento pode definir o rumo das demarcações das terras indígenas no país”, diz trecho da nota.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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