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Professora rebate fala de jornalista branco sobre Pelé e exalta luta do movimento negro

O ex-futebolista brasileiro Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Pelé, acena após ser condecorado com a Medalha da Ordem Olímpica no Museu do Pelé, em Santos, São Paulo, Brasil, em 16 de junho de 2016. Miguel Schincariol/AFP
O ex-futebolista brasileiro Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Pelé, acena após ser condecorado com a Medalha da Ordem Olímpica no Museu do Pelé, em Santos, São Paulo, Brasil, em 16 de junho de 2016.

O ex-futebolista brasileiro Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Pelé, acena após ser condecorado com a Medalha da Ordem Olímpica no Museu do Pelé, em Santos, São Paulo, Brasil, em 16 de junho de 2016.

— Miguel Schincariol/AFP

3 de setembro de 2025

A professora, escritora e pedagoga Bárbara Carine usou as redes sociais nesta terça-feira (2) para criticar a declaração do jornalista Juca Kfouri, que afirmou que Pelé foi a personalidade negra que mais colaborou com a população negra no Brasil. A fala foi feita durante participação no programa “Conversa com Bial”, que foi ao ar no GNT em agosto.

Na ocasião, Kfouri disse que “nenhum negro brasileiro fez tanto pelos negros como o Rei Pelé, independente de qualquer declaração que tenha dado”.

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A declaração repercutiu de forma negativa nas redes sociais.  Bárbara publicou um vídeo em que discorda da fala do jornalista, afirmando que a definição de quem é uma personalidade negra mais importante cabe às próprias pessoas negras dizerem. A professora também destacou o papel dos movimentos negros na conquista de direitos para a comunidade negra.

“A nossa lógica é comunitária, os movimentos sociais negros tiveram uma contribuição gigantesca com diversos atores que foram fundamentais para construção de políticas públicas. Eu poderia elencar diversos nomes aqui fundamentais, então não da para escolher o negro mais importante”, afirmou.

Além dos movimentos, a intelectual reconheceu o atleta — que morreu em dezembro de 2022 — como uma das personalidades mais relevantes da história do país. “Não dá para apagar a imensidão e o gigantismo de Pelé. E aí, eu me pergunto, se fosse um homem branco, esse apagamento hoje aconteceria?”.

O jornalista Marcos Valentim também se manifestou por meio de uma publicação nas redes sociais. “A esmagadora maioria não conhece o Pelé, isso é proposital. Para ter exatamente a imagem que a gente tem hoje, que o Pelé é um idiota, alienado. Se deixar destruírem o Pelé, que foi por três décadas a pessoa mais famosa do mundo, não sobra nada para a gente.” 

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  • Thayná Santana

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