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Programa oferece auxílio financeiro e psicológico para universitários de baixa renda

A iniciativa visa combater a evasão universitária com modelo de apoio integral; inscrições estão abertas para estudantes de baixa renda em instituições de todo o Brasil
Imagem mostra estudantes quilombolas sentados em sala de aula.

Imagem mostra estudantes quilombolas sentados em sala de aula.

— Arquivo/Comissão Pró-Índio de São Paulo

15 de fevereiro de 2026

O Instituto Max Fabiani está com inscrições abertas para seu novo edital de bolsas de estudo. O programa, voltado a estudantes de baixa renda, oferece um ecossistema de benefícios que integra auxílio financeiro mensal de R$ 1.200, acompanhamento psicológico contínuo, mentoria acadêmica e de carreira, além de acesso a uma rede de pertencimento com outros universitários.

O PBMax é aberto a estudantes matriculados em dezenas de universidades elegíveis, que iniciarão o curso em 2026. A lista reúne instituições públicas e privadas de diferentes estados do país, selecionadas por critérios de qualidade acadêmica e diversidade territorial, considerando indicadores de ensino, pesquisa, extensão, internacionalização, mercado e inovação. Entre elas: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (UNESP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), dentre outras.

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As inscrições vão até 13 de março, exclusivamente pelo site oficial do Instituto Max Fabiani, e serão oferecidas 30 vagas. O processo seletivo considera fatores como a nota do ENEM, situação socioeconômica, ser o primeiro curso de graduação, a matrícula em universidades da lista do programa e carta de motivação. Os critérios podem ser consultados no edital do programa.

Combate à evasão e foco na permanência

O lançamento do edital 2026 ocorre em um cenário desafiador. Dados do relatório “Education at a Glance 2025”, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, na sigla em inglês), apontam que um em cada quatro estudantes abandona a graduação ainda no primeiro ano. O panorama geral é corroborado pelo Mapa do Ensino Superior no Brasil (Instituto Semesp), que indica uma taxa de desistência de 55% ao longo do curso.

A barreira é ainda mais acentuada para a população de baixa renda. Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), o Brasil possui cerca de 34 milhões de jovens nessa faixa de renda, dos quais apenas 33% conseguem dar continuidade aos estudos.

Para o Instituto Max Fabiani, a correlação entre vulnerabilidade socioeconômica e evasão exige uma resposta sistêmica.

Raphael Borella, gerente executivo do instituto, destaca que o objetivo do programa de bolsas é garantir não apenas o acesso, como também a diplomação desses jovens. “Não se trata apenas de celebrar o ingresso na universidade, mas de assegurar a conclusão do curso. O PBMax parte da premissa de que a permanência universitária não se sustenta apenas com recursos financeiros, mas exige acolhimento emocional, orientação contínua e fortalecimento de vínculos. Queremos oferecer a estrutura necessária para que jovens de todo o país possam focar em sua excelência acadêmica e transformar suas realidades”, afirma o executivo.

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