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Projeto oferece formação para jovens negros se tornarem pesquisadores sociais

Iniciativa do CRIA capacitará 20 jovens para investigar temas como segurança pública e genocídio da população negra; as inscrições vão até o dia 10 de junho
A foto mostra uma jovem negra estudante segurando um notebook.

A foto mostra uma jovem negra estudante segurando um notebook.

— Reprodução/Freepik

3 de junho de 2025

O Centro de Referência Integral de Adolescentes (CRIA) está com inscrições abertas para a formação de 20 pesquisadores. A iniciativa é voltada para jovens negros e negras, de 18 a 29 anos, residentes em Salvador (BA).

A formação pretende capacitar os participantes como pesquisadores sociais com foco na produção de dados e análises críticas sobre suas próprias vivências e territórios.

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O curso faz parte do projeto “Juventudes na Cultura da Paz e da Não Violência” e integra o Observatório Até Quando?, com apoio da organização internacional Terre des Hommes. O curso tem como eixos principais a segurança pública, as políticas públicas para juventudes e o enfrentamento ao genocídio da juventude negra.

Metodologia e estrutura do curso

Com carga horária de 144 horas, o curso acontecerá de forma presencial entre julho de 2025 e abril de 2026, na sede do CRIA, localizada no Pelourinho. Os participantes receberão bolsa auxílio e terão seus nomes incluídos em publicações e eventos organizados pelo projeto.

A programação inclui oficinas de pesquisa científica, escrita e análise de dados, além de atividades sociopolíticas, encontros com organizações negras e visitas a universidades públicas. O objetivo é construir uma base sólida de formação técnica e política que fortaleça a atuação da juventude negra como produtora de conhecimento e agente de transformação.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio de formulário online até o dia 10 de junho. A seleção priorizará jovens negros e negras engajados em suas comunidades e que demonstram interesse na construção de alternativas para o enfrentamento das desigualdades sociais.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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