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Protestos em defesa das mulheres reuniram milhares nas capitais; parlamentares se manifestam contra o feminicídio

Mobilizações denunciaram aumento dos casos de feminicídio e ataques recentes contra mulheres
Manifestantes seguram cartazes durante o protesto contra o feminicídio e violência contra mulheres "Mulheres Vivas", Rio de Janeiro, 7 de dezembro de 2025.

Manifestantes seguram cartazes durante o protesto contra o feminicídio e violência contra mulheres "Mulheres Vivas", Rio de Janeiro, 7 de dezembro de 2025.

— Solon Neto/Alma Preta

8 de dezembro de 2025

Ao menos 21 capitais e 89 cidades registraram, no último domingo (7), protestos contra o feminicídio e o aumento de casos de violência de gênero. A mobilização, organizada pelo Levante Mulheres Vivas, ocorreu após recentes ocorrências de assassinatos e agressões contra mulheres. 

De acordo com o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam), do Ministério das Mulheres, entre 2015 e 2024, mais de 11 mil casos de feminicídio foram registrados, além de 29,6 mil ocorrências de homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte de mulheres no Brasil. 

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apontou que, em 2024, foram registrados 16,7 mil vítimas de estupro, uma média de 55 por dia.

Os protestos reuniram milhares de manifestantes, representantes de movimentos de defesa dos direitos da mulher e parlamentares de esquerda alinhados à mobilização.

O ato na cidade de São Paulo, segundo a Universidade de São Paulo (USP), reuniu cerca de 9,2 mil pessoas em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), na Avenida Paulista.

Na capital fluminense, centenas de mulheres protestaram na Avenida Atlântica, à altura do Posto 5 da praia de Copacabana, Zona Sul da cidade. Em Belo Horizonte, as manifestantes caminharam até a Praça da Estação, no centro da capital mineira.

Deputadas se manifestam

Em publicação no X (antigo Twitter), a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que esteve presente na manifestação na capital paulista, destacou a redução do orçamento das Delegacias da Mulher no estado de São Paulo e denunciou a escalada de violência contra mulher.

“Não é certo que o governador dizime, ano após ano, o orçamento das Delegacias da Mulher. Não é certo que as plataformas lucrem com o incentivo à misoginia, ao ódio e à violência contra as mulheres, e que esse discurso sequer seja considerado um crime”, declarou.

A vereadora de São Paulo, Amanda Paschoal (PSOL), ressaltou que a cultura de ódio às mulheres promove injustiça, insegurança e a morte.

“Elas são consequência de projetos de poder que insistem em roubar a humanidade das mulheres, negar nossa dignidade e calar a nossa voz. E em São Paulo, a capital do feminicídio, são culpa também da negligência e da falta de prioridade do prefeito e do governador. É revoltante que sejamos obrigadas a ir às ruas reivindicar o básico. O direito de viver”.

Para a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), a força das mobilizações demonstram a urgência do combate à violência de gênero.

“Basta. Basta de violência contra a mulher. Que a coragem das mulheres que ocuparam as ruas ontem siga abrindo caminhos para um Brasil onde viver não seja um ato de resistência, mas um direito garantido“, defendeu Petrone. 

A deputada estadual Andreia de Jesus (PT-MG) recordou do assassinato da cabo Maria de Lourdes Freire, de 25 anos, morta e carbonizada pelo soldado Kevin Barros da Silva, no dia 6 de dezembro. 

“Por ela e por todas nós, estamos na ruas hoje”, declarou.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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