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Quilombolas ocupam Incra em Petrolina para reivindicar direitos

Comunidade de Conceição das Crioulas cobra proteção territorial, políticas públicas e freio a projetos de mineração
Comunidade quilombola Conceição das Crioulas em ocupação na sede do Incra, em Petrolina (PE).

Comunidade quilombola Conceição das Crioulas em ocupação na sede do Incra, em Petrolina (PE).

— Reprodução/CONAQ

26 de março de 2026

A comunidade quilombola de Conceição das Crioulas ocupou a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Petrolina (PE) para reivindicar ações do poder público para a proteção do território, localizado em Salgueiro (PE). 

A informação foi divulgada pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) nesta quinta-feira (26). 

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O ato dos quilombolas denuncia a presença de empresas de mineração na região e as recentes ameaças aos direitos da comunidade tradicional. Embora titulado há duas décadas, o quilombo, um dos mais antigos do estado, não teve a regularização fundiária concluída, comprometendo a segurança jurídica dos moradores.

A manifestação também relata ineficiência na aplicação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento das famílias quilombolas, como a dificuldade no acesso aos créditos do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). A iniciativa foi apontada como extremamente limitada. 

Leia mais: CONAQ denuncia descaso em escolas quilombolas no Espírito Santo 

Em nota, a CONAQ informa que, ao longo do período após o reconhecimento oficial do território, poucas famílias foram beneficiadas. 

“A ocupação realizada não foi apenas uma ação pontual, mas parte de uma luta contínua por reconhecimento, justiça e sobrevivência. Ao reivindicar políticas públicas e proteção territorial, os quilombolas de Conceição das Crioulas reafirmam seu direito de existir, produzir e preservar seus modos de vida”, diz trecho do comunicado.

Segundo lideranças, a mobilização requer a ampliação do acesso ao PNRA e a inclusão de novas famílias nas políticas públicas voltadas aos quilombolas, além da liberação de recursos para habitação e a retomada dos procedimentos de regularização do território. 

Leia mais: Quase 60% dos quilombos enfrentam garimpo e invasões, revela nova pesquisa

A ocupação também solicita uma atuação mais efetiva do Incra na prevenção de instalação de empreendimentos incompatíveis com a área.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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