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Publicação reúne produção jornalística de comunicadores de favelas do Rio

Nova revista do Observatório de Favelas reúne reportagens, ensaios e registros produzidos a partir de formação em jornalismo cultural voltada para diferentes territórios da cidade
Fotógrafo do projeto aMARÉlo – Jornalismo Cultural em Favelas.

Fotógrafo do projeto aMARÉlo – Jornalismo Cultural em Favelas.

— Divulgação/Thais Valencio

12 de abril de 2026

O projeto aMARÉlo – Jornalismo Cultural em Favelas lançou a primeira edição de sua revista homônima. A publicação reúne reportagens, ensaios e registros sobre práticas culturais das favelas do Rio de Janeiro, com foco no reconhecimento dessas produções e na ampliação de sua presença no debate sobre a identidade cultural da cidade.

A iniciativa parte da proposta de evidenciar o papel das favelas na construção do imaginário, reunindo narrativas produzidas por comunicadores que atuam em seus próprios territórios.

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Com metodologia territorializada e colaborativa, o projeto fortalece a comunicação popular e contribui para a continuidade das atividades desenvolvidas por coletivos e veículos independentes.

Realizado pelo Observatório de Favelas, a primeira edição de aMARÉlo reuniu participantes de favelas das zonas sul, centro, oeste e norte do Rio de Janeiro, incluindo o Conjunto de Favelas da Maré.

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Foram selecionados comunicadoras e comunicadores vinculados a veículos de comunicação popular desses territórios, como Mangueira Comunica, da região central, Maré Vive, da zona norte, na Maré, PPG Informativo, da zona sul, Voz de Guadalupe, também da zona norte, e Zona Oeste Ativa, da zona oeste.

Os participantes desenvolveram um mapeamento de práticas culturais e produziram conteúdos que integram a revista aMARÉlo, publicada em formato impresso e digital.

“São pessoas que vivem essas realidades e constroem relações de confiança com os moradores por meio da produção de conteúdos e eventos, da promoção de direitos e de ações de visibilidade local. Por isso, produzem narrativas que rejeitam estereótipos e ampliam o entendimento sobre esses locais. A revista afirma esses espaços como lugares de produção de pensamento e interpretação da cidade, evidenciando que não apenas participam dela, mas são fundamentais para compreendê-la”, comenta Grasiela Cordeiro, coordenadora pedagógica do aMARÉlo.

Ao longo do processo, foram abordados temas como cultura em favelas, desinformação, fotografia, reportagem e design, conectando teoria e prática.

A iniciativa também fez reflexões sobre a distribuição de recursos e visibilidade no campo da comunicação, especialmente entre agentes que atuam no acesso à informação e na valorização local.

“Sinto que a construção da revista tem um impacto de reconhecimento na minha trajetória, me projetando em outros espaços e me dando a oportunidade de publicar em um material físico, algo de muita importância nos tempos digitais, em que os conteúdos se mostram passageiros e diluídos diante de tantas informações. Também me fortalece no meu território como comunicador, me legitimando frente às minhas fontes, interlocutores e colegas”, afirma o participante Rafael Souza, do Zona Oeste Ativa.

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