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Rio de Janeiro tem primeira turma de magistério indígena

Cerimônia certifica 16 estudantes indígenas em escola da aldeia Sapukai, em Angra dos Reis
Estudantes indígenas seguram certificados durante a cerimônia de formatura no Colégio Estadual Guarani Karai Kuery Renda, na aldeia Sapukai, em Angra dos Reis.

Estudantes indígenas seguram certificados durante a cerimônia de formatura no Colégio Estadual Guarani Karai Kuery Renda, na aldeia Sapukai, em Angra dos Reis.

— Ellan Lustosa / Seeduc-RJ

14 de julho de 2025

O estado do Rio de Janeiro formou a primeira turma de magistério indígena no Colégio Indígena Estadual Guarani Karai Kuery Renda, localizado na aldeia Sapukai, em Angra dos Reis. A informação foi divulgada pelo governo estadual nesta segunda-feira (14). 

A formação é resultado de um convênio entre a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF). 

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O curso foi ofertado em nove módulos e teve como estrutura para o conteúdo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), fornecida pela secretaria. O documento define as competências essenciais que todos os alunos devem desenvolver na educação básica no Brasil.

No acordo, a UFF ficou responsável por prover a parte técnico-pedagógica necessária para a formação da turma.

Durante a cerimônia de conclusão, realizada no sábado (12), foram promovidas atividades como o cântico sagrado tradicional, apresentações de capoeira e uma palestra sobre a luta da educação escolar indígena na comunidade. 

O evento de entrega dos certificados contou com a presença de lideranças da aldeia, gestores escolares e representantes do governo estadual.

Para o diretor-geral da unidade escolar, Domingos Júnior, a formação da turma representa um avanço significativo na educação indígena fluminense.

“A comunidade está feliz. Estamos vivendo uma reparação histórica do ensino na escolarização indígena. Nossos povos originários merecem todo o respeito e seus direitos constitucionais preservados”, declarou.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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