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Santa Catarina sanciona lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais

Lei sancionada pelo governador Jorginho Mello extingue medidas de ações afirmativas para o ingresso de alunos e contratação de professores
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).

— Reprodução/Eduardo Valente /SECOM

22 de janeiro de 2026

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), sancionou, nesta quinta-feira (22), o Projeto de Lei que proíbe a adoção de cotas raciais em universidades públicas estaduais e em instituições de ensino privadas que utilizem recursos públicos.

O projeto, aprovado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) em 10 de dezembro de 2025, extingue a reserva de vagas suplementares e as demais medidas afirmativas para o ingresso de estudantes e a contratação de profissionais. 

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Segundo o texto legislativo, a exceção será mantida para as cotas destinadas às pessoas com deficiência (PcD), estudantes do ensino médio da rede pública estadual e critérios econômicos. 

A nova lei também estabelece uma multa administrativa de R$ 100 mil em caso de descumprimento e a penalização de corte no repasse de verbas públicas. O governo catarinense afirmou, em nota enviada ao portal G1, que a decisão foi baseada em fatores como meritocracia e respeito à decisão dos deputados estaduais.

“O Governo do Estado informa que decidiu sancionar o PL 753/2025. Pesaram na decisão diversos fatores: uma concorrência mais justa no acesso às universidades, a meritocracia, o respeito à decisão da Assembleia Legislativa em aprovar a nova legislação e a melhoria do acesso aos candidatos mais vulneráveis economicamente”, diz o texto.

À época da aprovação na Alesc, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) condenou o projeto, apontado pela entidade como “grave retrocesso”. 

Em nota, a organização recordou que, segundo o Censo da Educação Superior de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve um aumento de 167% no número de ingressos nas universidades federais por meio das ações afirmativas somente na primeira década da Lei de Cotas.

A Alma Preta tentou contato com o governo de Santa Catarina para questionar sobre a proibição das cotas raciais, mas não teve resposta até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.

Texto com informações do G1*

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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