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Segurança pública lidera problemas citados por brasileiros em pesquisa nacional

Estudo do Paraná Pesquisas mostra que 44,3% avaliam que segurança piorou; saúde e situação financeira pessoal também têm avaliação negativa
Pessoas na Avenida Paulista durante manifestação contra a operação policial Contenção no Rio de Janeiro.

Pessoas na Avenida Paulista durante manifestação contra a operação policial Contenção no Rio de Janeiro.

— Paulo Pinto/Agência Brasil

2 de fevereiro de 2026

O Instituto Paraná Pesquisas realizou uma pesquisa nacional de opinião pública entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2026. O estudo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08254/2026, ouviu 2.080 eleitores em 160 municípios de todas as regiões do país.  A margem de erro para o total da amostra é de 2,2 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (1).

A segurança pública se destacou como a principal área de insatisfação na avaliação dos brasileiros. Segundo os dados, 44,3% dos entrevistados afirmam que a situação da segurança “piorou”. Apenas 20% veem melhora no setor, o menor índice entre os temas pesquisados.

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A insatisfação com a segurança é mais acentuada em algumas regiões e grupos sociais. No Sudeste, 48,7% dizem que a situação piorou, e no Sul, 48,2%. Entre as pessoas com ensino superior, a percepção de piora atinge 52,4%. Apenas 26,6% dos beneficiários do Bolsa Família avaliam que a segurança melhorou, contra 18,4% entre os que não recebem o benefício.

A saúde pública é motivo de preocupação para parte significativa da população. Para 33,8% dos entrevistados, a situação da saúde “piorou”. A região Sul tem a avaliação mais negativa, com 40,2% apontando deterioração. Entre os mais jovens (de 16 a 24 anos), 26,6% veem piora, um percentual que sobe para 36,9% na faixa etária de 35 a 44 anos.

A percepção sobre a situação financeira pessoal também apresenta um quadro pessimista. Para 31,1% dos brasileiros, suas finanças “pioraram”. A região Sul novamente se destaca negativamente, com 42,2% dos entrevistados nessa condição. Entre os homens, 34,7% afirmam que a situação financeira piorou, enquanto entre as mulheres o índice é de 27,9%.

A percepção sobre os mais pobres e as disparidades regionais

A pesquisa mediu a opinião sobre a situação da população mais vulnerável. Para 31,5% dos entrevistados, a condição dos mais pobres “piorou”. Contudo, este é o tema com a avaliação mais positiva: 37,6% acreditam que a situação desse grupo “melhorou”. Essa visão mais otimista é forte no Nordeste, onde 47,5% veem melhora, e entre os que têm mais de 60 anos (46,3%).

Os dados revelam uma clara divisão regional nas percepções. O Nordeste tende a ter avaliações mais positivas sobre todos os temas, enquanto o Sul e o Sudeste apresentam os índices mais altos de insatisfação. Por exemplo, sobre a situação financeira, 38,6% no Nordeste veem melhora, contra 24,9% no Sul.

A pesquisa indica que os beneficiários do programa Bolsa Família têm uma percepção sistematicamente mais positiva sobre todos os temas. Enquanto 40,8% deles afirmam que sua situação financeira melhorou, apenas 27,5% dos não beneficiários compartilham essa visão. Sobre a situação dos mais pobres, 44,9% dos que recebem o benefício veem melhora, contra 35,8% dos que não recebem.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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