Em publicação no Instagram, o deputado Guilherme Cortez (PSOL) denunciou diversas licitações realizadas com empresas de Israel pelo governo estadual de São Paulo desde o início da gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2023.
Segundo o parlamentar, o governo paulista já gastou cerca de R$ 37,3 milhões em contratos com três corporações israelenses especializadas em itens de segurança pública.
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De acordo com documentos publicados em 2023 no Diário Oficial de SP, entre os acordos firmados pela gestão estadual está a compra de 6 mil unidades de miras da Meprolight, pelo valor aproximado de R$ 12,95 milhões (equivalente a US$ 2,35 milhões).
Outra licitação prevê a compra de seis metralhadoras leves da Israel Weapon Industries (IWI), com acessórios e kit de reposição imediata, para uso da Polícia Civil, ao custo de R$ 523,6 mil. Além disso, foram adquiridos 200 fuzis de assalto da mesma empresa, por R$ 5,8 milhões.
Com base nas licitações, Cortez apresentou à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de lei que prevê a proibição da compra de armamentos, artefatos e dispositivos de defesa ou inteligência por órgãos e instituições governamentais estaduais.
“As ofensivas de Israel têm atingido, de forma sistemática, hospitais, escolas, abrigos e instalações de caráter humanitário, resultando em destruição em larga escala e violações generalizadas do direito internacional. Manter relações com o Estado israelense revela-se incompatível com os princípios que regem as relações internacionais”, afirma Cortez em trecho da proposta.