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Termo de compromisso garante acesso de homens trans ao bloco Filhos de Gandhy

No Carnaval 2025, o bloco foi denunciado por impedir a participação de pessoas trans nos desfiles
Desfile da Associação Afoxé Filhos de Gandhy, em Salvador.

Desfile da Associação Afoxé Filhos de Gandhy, em Salvador.

— Adriel Francisco/Governo da Bahia

7 de julho de 2025

A Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos da População LGBTI+ e Combate à LGBTfobia do Ministério Público da Bahia (MPBA) firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Associação Afoxé Filhos de Gandhy, assegurando o fim de cláusulas que restringem a participação de pessoas trans na entidade. 

O acordo foi firmado após a exclusão de homens trans no desfile do Carnaval de 2025. Na ocasião, a entidade exigiu que os associados fossem do sexo masculino e cisgênero, por meio de um termo de aceite. A medida foi investigada pelo MPBA e pela Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPBA).

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Segundo o Ministério Público, no TAC, o Afoxé se comprometeu a retirar as cláusulas discriminatórias de seu estatuto. A associação deverá divulgar a mudança nas redes sociais e emitir uma nota pública reconhecendo que homens trans são bem-vindos no grupo.

No termo de conduta firmado, o Afoxé Filhos de Gandhy fará uma doação de R$ 10 mil ao Coletivo Mães da Resistência, que atua no acolhimento e na defesa de familiares de pessoas LGBTQIAPN+ vítimas de violência. O valor será revertido para projetos voltados à comunidade trans.

O grupo também assumiu o compromisso de produzir até 400 camisas para o Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat), uma das organizações que denunciou o caso. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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