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Antes de ser morta por PM em SP, mulher foi questionada por andar na rua

Segundo registros das câmeras corporais, após o disparo, a PM alegou que a vítima teria dado um tapa em seu rosto
A imagem mostra a PM Yasmin Cursino Ferreira segurando uma arma.

A imagem mostra a PM Yasmin Cursino Ferreira segurando uma arma.

— Reprodução/TV Globo

9 de abril de 2026

Um registro da câmera corporal de um policial militar capturou o momento em que Thawanna da Silva Salmázio, morta por pela soldado Yasmin Cursino Ferreira, é questionada por caminhar em uma rua da Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, minutos antes de ser alvejada. A informação foi divulgada pela TV Globo nesta quinta-feira (9). 

O caso ocorreu na última sexta-feira (3), enquanto Thawanna e o marido, Luciano Gonçalves dos Santos, andavam e conversavam pela via. Na gravação, uma viatura se aproxima e esbarra no braço do companheiro da vítima. 

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Em seguida, o soldado Weden Silva Soares, que é o PM condutor da viatura, dá ré e diz: “Rua é lugar para você estar andando?”. Uma discussão começa após o casal contestar a abordagem. 

Enquanto o marido tenta argumentar com Soares, é possível ouvir um tiro disparado por sua colega, soldado Yasmin Cursino Ferreira, recém-formada na corporação. Quando o equipamento se volta para ela, a agente aparece segurando uma arma e Thawanna no chão. 

Ao PM, Ferreira alega que a mulher deu um tapa em seu rosto, informação contestada por Luciano. O resgate solicitado pelo segundo policial demorou cerca de 30 minutos para chegar ao local, enquanto a vítima aguardava na rua. 

Os registros contradizem a versão apresentada pela dupla de policiais no boletim de ocorrência. De acordo com uma reportagem do G1, os PMs alegaram que o casal estaria sob o efeito de álcool e relataram um suposto comportamento exaltado e violento da vítima. No vídeo, Soares reforça a narrativa para outros policiais. 

Logo após o ocorrido, o vídeo mostra um agente da Polícia Judiciária recolhendo a arma da PM, que foi afastada pela Polícia Militar de São Paulo (PMSP) no dia 5 de abril. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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