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TJPE mantém condenação de Sari Corte Real pela morte do menino Miguel

Decisão do TJPE rejeita novo recurso da defesa e confirma sentença de Sari Corte pelo abandono de Miguel Otávio, morto em 2020 após queda de prédio
A imagem mostra Sari Corte Real.

A imagem mostra Sari Corte Real.

— Reprodução/Redes Sociais

3 de julho de 2025

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) negou, na quarta-feira (3), os recursos apresentados pela defesa de Sari Corte Real, condenada a sete anos de prisão pela morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, em junho de 2020. Mesmo após ter sido condenada em 2023, a mulher segue em liberdade desde então.

Miguel, de cinco anos, caiu do 9º andar do prédio do condomínio da acusada, então patroa de sua mãe, Mirtes Renata, que passeava com os cachorros de Sari Corte no momento do acidente. A mulher tinha ficado responsável por cuidar da criança em seu apartamento, no 5º andar, durante a ausência de Mirtes. 

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Conforme mostram as imagens das câmeras de segurança e o laudo pericial, Sari deixou o menino entrar no elevador, apertou o botão que levava para a cobertura, no 9º andar, e o deixou sozinho no local.

A decisão da 3ª Câmara Criminal do TJPE negou os recursos de embargos de declaração apresentados pela defesa da ré, que alegaram contradição na sentença de sete anos, emitida pela Justiça em maio de 2023. 

No recurso, os advogados alegaram que não houve consenso entre os três desembargadores, apontando que houve votos por reduzir a pena de oito para sete anos, manter a sentença da primeira instância ou diminuí-la para seis anos em regime semiaberto.

Para o desembargador e relator do processo, Eudes dos Prazeres França, não houve desarmonia nos votos, sendo a maioria favorável à pena de sete anos de prisão.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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