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Torcedor foge após fazer ofensas racistas contra jogador do Vôlei Guarulhos

O argentino Manuel Armoa foi alvo de ofensas racistas de um torcedor do Sesi Bauru após a derrota por 3 sets a 2, em Bauru no interior de São Paulo
O jogador manuel Armoa, atleta do vôlei Guarulhos.

O jogador manuel Armoa, atleta do vôlei Guarulhos.

— Reprodução/Redes Sociais

15 de dezembro de 2025

O jogador argentino do Vôlei Guarulhos, Manuel Armoa, de 23 anos, foi alvo de racismo por parte de um torcedor do Sesi Bauru ao final da partida entre as equipes, realizada no sábado (13), pela Superliga Masculina de Vôlei. O confronto aconteceu na Arena Paulo Skaf, em Bauru, no interior de São Paulo.

O episódio ocorreu após o encerramento do jogo.  Um torcedor do time adversário se dirigiu ao atleta e proferiu ofensas racistas, gritando “mono, chora”, em espanhol, que significa “chora, macaco”, além de realizar xingamentos e gestos que imitavam um macaco,  em referência à derrota do Vôlei Guarulhos para o Sesi Bauru por 3 sets a 2.

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Na ocasião, o autor do crime chegou a ser confrontado por membros da comissão técnica do time guarulhense, mas fugiu do local. Apesar disso, membros do clube conseguiram identificar a placa do veículo utilizado por ele. 

Após o ocorrido, o supervisor técnico Daniel Jorge Jr., registrou um boletim de ocorrência por injúria racial em uma delegacia de Bauru.

Em nota, o Vôlei Guarulhos repudiou o ataque racista e informou que Manuel Armoa está sendo acompanhado e recebendo todo o apoio necessário, além de atuar para que o agressor seja devidamente identificado e responsabilizado.

“O clube está prestando todo o apoio necessário ao atleta Manuel Armoa, que se encontra profundamente abalado, e acompanhará o caso até que o responsável seja devidamente identificado e responsabilizado, conforme prevê a legislação brasileira”, diz o comunicado.

A nota também informa que o presidente do clube, Anderson Marsili, já tomou providências formais junto ao Sesi Bauru e à Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), reforçando que “atos de racismo não podem ser naturalizados nem tolerados em hipótese alguma, dentro ou fora das quadras”.

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  • Thayná Santana

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