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União Europeia estuda endurecer políticas anti-imigração; ONGs pedem rejeição do projeto

Proposta conhecida como “Regulamento de Retorno” prevê ampliar detenções e acelerar deportações de imigrantes em situação irregular
Bandeiras da União Europeia em frente ao edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia, em Bruxelas.

Bandeiras da União Europeia em frente ao edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia, em Bruxelas.

— Reprodução/Nicolas Tucat/AFP

16 de fevereiro de 2026

Mais de 70 organizações não governamentais de direitos humanos assinaram uma manifestação pública exigindo a rejeição da nova proposta da União Europeia (UE) para endurecer as políticas anti-imigração, incluindo deportações. 

O “Regulamento de Retorno”, que pode ser analisado pelo Parlamento Europeu em março, pretende reduzir a entrada de pessoas sem a documentação necessária e acelerar os repatriamentos de imigrantes em situação irregular. A iniciativa também visa intensificar o controle de fronteiras externas e reforçar a política de vistos.

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As entidades destacam que, caso seja aprovado, a futura medida poderá vigorar pelos próximos cinco anos. O documento alerta que as normas de detenção podem resultar em batidas policiais em residências particulares ou abrigos humanitários, perfilamento racial e constante vigilância do Estado. 

“As medidas de detecção criam medo, discriminação e perseguição, e rompem laços sociais e comunidades. Elas impedem o acesso a cuidados de saúde essenciais (incluindo cuidados relacionados à gravidez, tratamento de doenças crônicas e vacinação), bem como à educação e serviços sociais”, diz trecho da nota.

Para as ONGs, o projeto é semelhante ao estilo adotado pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) dos Estados Unidos, alvo de intensos protestos em Minnesota após a morte de duas pessoas por agentes da corporação. O comunicado destaca que regulamento proposto rompem laços sociais e fomenta o medo, a discriminação e a perseguição aos imigrantes.

“Isso consolidaria um sistema punitivo, alimentado pela retórica da extrema-direita e baseado em suspeita racializada, denúncia, detenção e deportação. Em vez de proteger os direitos fundamentais, a UE está a caminho de codificar uma ideologia de criminalização que visa pessoas simplesmente devido a sua situação administrativa”. 

A nota requer que as autoridades públicas e os políticos responsáveis rejeitem a detenção de imigrantes em todas as suas formas, além de solicitar a mobilização contra políticas que criminalizem pessoas com base no status de residência.  

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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