A cineasta brasileira Bárbara Marques foi libertada nesta quinta-feira (16), um mês após ser detida pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). A informação foi divulgada pela família em uma publicação nas redes sociais.
Bárbara estava detida desde 17 de setembro, após comparecer a uma audiência em Los Angeles relacionada ao seu processo de permanência no país. A detenção teria sido motivada por uma audiência judicial perdida em 2019.
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De acordo com o advogado do caso Marcelo Gondim, a cineasta entrou nos EUA com um visto de turista em 2018, e ao solicitar a extensão não foi notificada sobre a negativa e nem sobre a data da audiência, provavelmente devido à mudança de endereço.
Em publicação em rede social, o marido de Bárbara, Tucker May, informou a libertação e agradeceu o apoio recebido durante o processo.
“Estou muito feliz em dizer que Bárbara está de volta para casa! Agradecemos a todos que nos ofereceram palavras gentis, nos mantiveram em seus pensamentos ou nos ajudaram com nossas campanhas telefônicas para garantir que tivéssemos o devido processo legal que todos merecem”, escreveu May.
Durante o processo, Tucker promoveu uma campanha mobilizando ligações pedindo que as autoridades não deportassem Bárbara enquanto o caso estivesse em andamento.
Segundo o marido, Bárbara passou por um mês de condições precárias, com sucessivas transferências entre centros de detenção, períodos sem acesso à comida ou água, e sem receber equipamentos médicos ou suprimentos básicos.
Conhecida por obras como “Dias de Cosme e Damião” (2016) e “Cartaxo” (2019), a cineasta é sobrinha da atriz brasileira Elisa Lucinda. Bárbara nasceu em Vitória, no Espírito Santo, e se formou em Cinema pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Desde 2018, vive em Los Angeles, onde atuou como atriz e produtora.