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Universidade Zumbi dos Palmares inicia pesquisa para aprimorar tecnologia de saúde em peles negras

Parceria com a Galileu Saúde dará acesso a ferramenta de IA para 1.500 alunos e abrirá estudo de 12 meses focado em acurácia para peles retintas
Um médico negro com uma paciente negra.

Um médico negro com uma paciente negra.

— Reprodução/Freepik

7 de dezembro de 2025

A Universidade Zumbi dos Palmares anunciou uma parceria inédita com a Galileu Saúde para disponibilizar check-ups digitais gratuitos e desenvolver uma pesquisa focada na precisão de tecnologias de Inteligência Artificial para peles negras. A iniciativa alcançará cerca de 1.500 alunos e colaboradores e inaugura um estudo de 12 meses sobre acurácia em peles retintas, tema ainda pouco explorado na indústria de saúde digital.

A ferramenta da Galileu, já utilizada por mais de 1,2 milhão de pessoas no Brasil e no exterior, permite ao usuário obter estimativas de pressão arterial, frequência cardíaca e idade aparente da pele apenas ao abrir a câmera do celular. O sistema cruza dados pessoais e clínicos com fotopletismografia remota e redes neurais. A partir disso, gera análises de risco e acompanha indicadores ao longo do tempo.

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A primeira etapa da parceria garante acesso gratuito ao aplicativo da Galileu Saúde para a comunidade da universidade. O sistema registra histórico médico, doenças preexistentes, fatores hereditários e outros indicadores, permitindo o monitoramento contínuo da saúde dos participantes.

Além do uso individual da ferramenta, a Universidade Zumbi dos Palmares oferecerá suporte presencial para medições analógicas complementares. A instituição disponibilizará profissionais e estrutura para acompanhar coletas e ampliar a precisão dos registros.

Estudo busca calibrar algoritmos para peles retintas

O eixo central da parceria está no desenvolvimento de uma pesquisa dedicada à melhoria da acurácia da tecnologia em tonalidades de pele negras. Durante 12 meses, os dados coletados (mediante autorização dos usuários e tratados conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) formarão uma base capaz de revelar padrões de saúde, necessidades específicas e possíveis limitações do algoritmo.

Os resultados deverão orientar ajustes na ferramenta para garantir que o check-up digital ofereça estimativas mais precisas para diferentes tonalidades de pele, enfrentando desigualdades já documentadas em tecnologias biométricas e sistemas baseados em visão computacional.

Para o reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, José Vicente, a iniciativa responde a lacunas persistentes nas políticas de prevenção e cuidado voltadas à população negra.

“Ainda existem lacunas importantes na assistência e na prevenção voltadas à população negra. Ao unir tecnologia, ciência e inclusão, damos um passo histórico para gerar dados, desenvolver soluções e garantir que vidas negras tenham acesso a cuidados mais precisos, dignos e alinhados às suas realidades.”, afirma.

Luiz Gozzi, vice-presidente da Galileu Saúde, disse que o objetivo é fortalecer uma saúde preventiva e mais inclusiva. Como contrapartida, a universidade vai disponibilizar suporte presencial para medições analógicas complementares, com um profissional capacitado para acompanhar as coletas de dados.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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