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USP sedia seminário internacional sobre resistência e potência das mulheres negras

Evento "Potências Negras" debate estratégias de luta antirracista e feminista com lideranças acadêmicas e ativistas em agosto
Fachada da Casa de Cultura Japonesa da Universidade de São Paulo (USP).

Fachada da Casa de Cultura Japonesa da Universidade de São Paulo (USP).

— Marcos Santos/USP Imagens

21 de agosto de 2025

Nos dias 25 e 26 de agosto, o auditório da Casa de Cultura Japonesa da Universidade de São Paulo (USP) recebe o seminário “Potências Negras: Mulher preta quando se junta ergue quilombo”. O encontro reúne pesquisadoras, ativistas e lideranças para discutir como as estratégias de resistência das mulheres negras podem inspirar todas as mulheres na luta por igualdade social. A participação é gratuita mediante inscrição on-line até o dia 25 de agosto.

O evento integra o Colóquio Internacional “Expressão Artística, Discurso Midiático: Trajetórias e performances políticas no Brasil e França”, organizado pela Universidade Paris-Panthéon-Assas, por meio do Instituto Francês de Imprensa (IFP), e pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. A iniciativa faz parte do Ano Cultural Brasil-França 2025, acordo firmado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron.

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O seminário tem como referência as escritoras Carolina Maria de Jesus e Françoise Ega, que compartilharam experiências semelhantes nos anos 1960, a partir da escrita como instrumento de resistência. Também inspira o encontro o pensamento de Lélia Gonzalez, no Brasil, e de Françoise Vergès, na França, que defenderam a centralidade da ascensão das mulheres negras para a garantia de direitos de todas as mulheres.

A proposta nasceu do grupo de Conselheiras Negras do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) da Presidência da República, em parceria com o Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos (Diversitas) da USP. O CDESS é um colegiado de representantes da sociedade civil que apresenta propostas de políticas públicas ao governo federal.

As pesquisadoras Rosângela Hilário, assessora do CDESS e coordenadora do grupo Potências Negras, e Teresa Teles, coordenadora executiva do Diversitas, integram o comitê científico do colóquio e foram responsáveis por estruturar a atividade na USP.

Programação

A abertura ocorre em 25 de agosto, às 19 horas, com performance da atriz, dramaturga e diretora Dirce Thomaz, que interpreta personagens como Carolina Maria de Jesus e Xica da Silva. Em seguida, haverá palestras de abertura com a advogada Alessandra Garcia Lucio, fundadora do Instituto Itéramaxe; a vereadora e psicóloga Luana Alves; a cientista social Maria Angélica Ribeiro, professora da FFLCH-USP; e a pesquisadora senegalesa Providence Bampoky, doutora em Teoria e História Literária pela Unicamp.

No dia 26, a programação começa às 14 horas com a mesa-redonda “Interseccionalidade e Potências Negras: Como as Conselheiras Negras do CDESS mobilizam a sociedade para debater pautas raciais”. Às 17 horas, a educadora Jussara Santos lança o livro “Democratização do Colo: Educação antirracista para e com bebês e crianças pequenas”.

Às 19 horas, será realizada a mesa-redonda “Epistemologias Negras: Mulher preta quando se junta ergue quilombo”, reunindo pesquisadoras e lideranças de diferentes áreas. O encerramento está previsto para às 22 horas.

Serviço

Seminário Potências Negras: Mulher preta quando se junta ergue quilombo

Quando: 25 e 26 de agosto

Horários: 25 de agosto (19h às 21h30) e 26 de agosto (14h às 22h)

Onde: Auditório da Casa de Cultura Japonesa da USP – Av. Prof. Lineu Prestes, 159 – Cidade Universitária, São Paulo (SP)

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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