O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, na última quarta-feira (16), dois vigilantes terceirizados por racismo. Os agentes submeteram uma mulher negra a uma revista vexatória no Estádio do Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro.
Segundo o órgão, no dia 22 de novembro de 2024, os servidores terceirizados Carlos Augusto e Erika Nascimento dos Santos expuseram a vítima a uma situação constrangedora, insistindo em revistar seu cabelo na entrada do estádio, pouco antes de um jogo entre Fluminense e Fortaleza.
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A mulher e o esposo dela foram impedidos de acessar o local para assistir a partida. Em nota, o MPRJ destaca que a atuação dos dois vigilantes demonstra diversas ilegalidades como o direcionamento discriminatório da inspeção e a ausência de justificativa plausível para a revista invasiva.
De acordo com a denúncia, a vítima relata que a busca pessoal incluiu a revista completa de suas roupas e toques na região do colo. O depoimento também destaca que ela teve seu cabelo agarrado pela vigilante.
Mesmo com a intervenção do marido, o supervisor Carlos Augusto determinou que a abordagem prosseguisse. Após ser liberado, o casal foi conduzido ao posto policial.
Para o Ministério Público, a falta de ambiente reservado para o procedimento e de supervisão policial também são indicadores de ilicitude na abordagem.
A ação civil pública busca a responsabilização criminal dos envolvidos e a suspensão das atividades da empresa Sunset Vigilância & Segurança pelo prazo de três meses.