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Zema reduziu em 96% o repasse de verbas para prevenção de impactos das chuvas em MG

Chuvas em Minas Gerais já causaram 64 mortes e deixaram mais de 4 mil desaparecidos; governador do partido Novo investiu apenas R$ 36 mil em 2026
Um morador retira seus pertences após enchentes e deslizamentos de terra no bairro de Três Moinhos, em Juiz de Fora (MG), em 26 de fevereiro de 2026.

Um morador retira seus pertences após enchentes e deslizamentos de terra no bairro de Três Moinhos, em Juiz de Fora (MG), em 26 de fevereiro de 2026.

— AFP

27 de fevereiro de 2026

Um levantamento realizado pelo jornal O Globo revela que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reduziu em 96% as verbas para as ações de prevenção e de resposta a impactos climáticos. Algumas cidades mineiras decretaram estado de calamidade pública após as intensas chuvas que culminaram em enchentes, especialmente nas cidades de Juiz de Fora e Ubá. 

Até a noite de quinta-feira (26), foram confirmadas 64 mortes na Zona da Mata mineira, das quais 58 vítimas são de Juiz de Fora e seis de Ubá. Outras cinco pessoas estão desaparecidas. Ainda há cerca de 4,2 mil juiz-foranos desabrigados. 

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Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é que, nesta sexta-feira (27), a chuva ultrapasse os 60 milímetros (mm) por hora ou acima de 50-100mm por dia, com ventos intensos de 60 a 100km/h. Em decorrência do evento climático extremo, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) anunciou repasses de recursos para o atendimento de famílias atingidas.

Conforme aponta a apuração, verificada pelo UOL e baseada em dados do Portal de Transparência de Minas Gerais, o financiamento do programa “Suporte às ações de combate e resposta aos danos causados pelas chuvas” caiu de R$ 138,8 milhões em 2023 para R$ 41,1 milhões no ano seguinte. Em 2025, o repasse foi reduzido para R$ 5,9 milhões. Nos primeiros dois meses deste ano, foram disponibilizados apenas R$ 36 mil.

Na prática, a iniciativa deveria concentrar investimentos na mitigação dos impactos da chuva, fornecendo assistência emergencial aos municípios, prevenção de eventos meteorológicos críticos, redução de danos pontuais em rodovias e gestão de desastres causados pelas chuvas. 

Em nota nas redes sociais, Zema negou a desestruturação financeiras e afirmou que, ao longo do tempo, as despesas podem ser reclassificadas e agrupadas sob outra lógica contábil por motivos de gerenciamento de recursos e otimização do processo de tomada de decisões. 

O governador alegou que foram investidos mais de R$ 200 milhões para a construção de piscinões para conter a água da chuva na Região Metropolitana de Belo Horizonte e R$ 70 milhões em kits da Defesa Civil para 600 cidades. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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