A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quinta-feira (5), a entrega do Prêmio Marielle Franco ao coletivo Tambores de Olokun, em reconhecimento à trajetória do grupo como referência na preservação das tradições afro-brasileiras e na promoção da cultura popular nas ruas do estado. A iniciativa é de autoria da deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ).
Fundado em 2012, o grupo reúne cerca de 300 batuqueiros e dançarinos e realiza cortejos, oficinas e encontros que conectam o Rio de Janeiro às raízes do maracatu e a outras expressões de matriz africana.
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Inspirado no Candomblé, religião de matriz africana e nos maracatus de baque virado, manifestação artística da cultura popular originária de Recife, o Tambores de Olokun se consolidou como um espaço de formação, memória e pertencimento, além de unir música, dança e espiritualidade ao espaço público.
Entre as celebrações promovidas pelo coletivo está o cortejo anual em celebração a Iemanjá e Olokun, orixás aculturados nas religiões de matriz africano. As apresentações são realizadas tradicionalmente em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no centro da capital fluminense.
Para Dani Monteiro, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, a homenagem reconhece o papel estratégico da cultura popular na vida da cidade. A parlamentar também reforçou que investir em cultura é fomentar a proteção social e o futuro.
“O carnaval de rua, os cortejos e o tambor são expressões vivas de identidade e pertencimento. Cultura é diversão e potência, gera trabalho e renda, movimenta a economia criativa e constrói a memória que fica nas ruas e nas pessoas. Valorizar o Tambores de Olokun é impulsionar e reconhecer a força do nosso povo”, afirmou em comunicado à imprensa.