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Cinco mulheres negras que transformam a música e a indústria cultural brasileira

Duquesa, Eliane Dias, Rachel Reis, BIAB e Afreekassia representam diferentes gerações e frentes de atuação que reforçam o protagonismo de mulheres negras na cultura contemporânea
Duquesa, Eliane Dias, Rachel Reis, BIAB e Afreekassia.

Duquesa, Eliane Dias, Rachel Reis, BIAB e Afreekassia.

— Divulgação/Assessoria de imprensa

20 de julho de 2026

O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, marca a resistência e a contribuição histórica das mulheres negras para a sociedade. Na música brasileira, esse protagonismo se manifesta em artistas e profissionais que transformam a cultura por meio da criação, da gestão, do empreendedorismo e da construção de novas narrativas.

Da música urbana à MPB, da gestão de carreiras à curadoria cultural, mulheres negras vêm ocupando espaços estratégicos, ampliando representatividade e consolidando projetos que movimentam o mercado criativo.

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Para celebrar a data, confira, a seguir, cinco nomes que ajudam a desenhar o presente e o futuro da música brasileira.

1. Duquesa

Créditos: @h.asgt

A cantora Duquesa vive um dos momentos mais importantes de sua trajetória. No último ano, a participação no BET Awards ampliou sua projeção internacional; o single “Fuso” ultrapassou 50 milhões de visualizações e garantiu uma indicação ao Prêmio Multishow; o EP “SIX” aprofundou sua identidade sonora; e seu show no The Town foi eleito pela Folha de S. Paulo entre as cinco melhores apresentações do festival.

Além disso, a artista foi indicada ao WME Awards (Show e Álbum) e ao Prêmio Potências como Artista do Ano, lançou “Energy”, parceria com Ludmilla e Ajuliacosta, e consolidou o B-Day como um dos principais eventos da cena urbana.

Com presença crescente em festivais, incluindo o No Ar Coquetel Molotov, e estreia internacional confirmada no Primavera Sound Portugal 2026, Duquesa segue ampliando sua atuação nos palcos.

Entre os destaques recentes, também está sua elogiada apresentação no Tiny Desk Brasil, com uma banda formada inteiramente por mulheres.

2. Eliane Dias

Créditos: Divulgação

Advogada, empresária, ativista e CEO da Boogie Naipe, Eliane Dias é uma das mulheres mais influentes da indústria musical brasileira. Responsável pela gestão das carreiras de artistas como Mano Brown, Racionais MC’s, Duquesa e WD, construiu uma trajetória que alia empreendedorismo, impacto social e fortalecimento da cultura hip hop.

Além da gestão artística, lidera iniciativas nas áreas de moda, curadoria e formação, tendo sido palestrante em instituições como Harvard e SXSW e reconhecida pelo Women’s Music Event Awards.

Em 2025, ampliou a atuação da Boogie Naipe com uma frente dedicada ao booking de artistas, fortalecendo ainda mais sua contribuição para o desenvolvimento do mercado musical.

3. Rachel Reis

Créditos: Meneson Conceição

Com uma sonoridade que transita entre MPB, samba, reggae, axé e pop eletrônico, a cantora feirense tornou-se uma das artistas mais relevantes da música brasileira. Dona do hit “Maresia”, com mais de 40 milhões de plays, Rachel acumula duas indicações ao Grammy Latino pelos álbuns “Meu Esquema e Divina Casca”, além de prêmios e indicações no APCA, Prêmio Multishow e WME (como Cantora do Ano).

Suas músicas também marcaram presença em trilhas sonoras de produções de destaque, como as novelas “Renascer” e “Fuzuê” (TV Globo), a série “Cangaço Novo” (Prime Video), além da parceria com Daniela Mercury.

Sua conexão com o público se fortalece nos palcos. Embaixadora do programa “EQUAL Brasil”, do Spotify, Rachel estampou os telões da Times Square, passou pelos principais festivais do país, como The Town, Coala e MITA, e levou sua música para a Eurotour.

Nos últimos meses, abriu o Festival de Verão de Salvador 2026, lançou o EP “No Seu Radinho”, com participações de Carlinhos Brown e ÀTTOOXXÁ, o audiovisual “Ao Vivo da Sereiona” e reuniu milhares de pessoas com o projeto de verão “Canto da Sereiona”, além de circular pelo país com o formato intimista “Acústico da Sereiona”.

4. BIAB

Créditos: @angelopontess

Cantora e compositora carioca, BIAB representa a nova geração da música brasileira ao transitar entre R&B, afrobeats e MPB. Com uma sonoridade sofisticada e forte identidade visual, a artista ganhou projeção internacional em 2022 com a faixa “Pedra do Sal”, apresentada no COLORxSTUDIOS, tornando-se uma das poucas brasileiras selecionadas pela curadoria da plataforma.

Com mais de 14 milhões de streams no Spotify, BIAB já colaborou com artistas como YOÙN, Pretinho da Serrinha, Branko, Maui e Melly. Sua trajetória inclui apresentações em festivais como Plantão (CE), Festival Justiça por Marielle e Anderson (RJ), BDP Festival (RJ), Festival Interculturalidades (RJ) e NOS Alive, em Portugal, além de duas passagens pelo Circo Voador e de participação como uma das atrações principais do WOW Festival. Agora, prepara-se para o lançamento de seu álbum de estreia.

5. Afreekassia

Créditos: @vinimarqu

Cantora e compositora, Afreekassia construiu uma carreira multidisciplinar que conecta música, moda e artes visuais. Sua sonoridade combina rap, hip-hop, drill e influências da cultura negra em uma produção que dialoga com identidade, autoestima e pertencimento.

O lançamento de “Cacau 50% Vol. II” consolidou uma nova etapa da artista, impulsionada pelo sucesso do videoclipe de “Preta, F*, Quente”, que contou com a participação especial de Patrícia Ramos.

Com indicações ao Prêmio Potências, passagem por festivais como Latinidades, Favela Sounds e Afropunk, além de crescente reconhecimento da imprensa especializada, Afreekassia se firma como uma das vozes mais relevantes da música urbana contemporânea.

Mais do que celebrar uma data, reconhecer essas trajetórias é evidenciar mulheres negras que vêm redefinindo os rumos da música brasileira em diferentes frentes.

Seja nos palcos, nos bastidores ou na criação de novos espaços de protagonismo, Duquesa, Rachel Reis, Eliane Dias, BIAB e Afreekassia mostram que representatividade também se constrói por meio da inovação, da consistência artística e da ocupação de lugares historicamente negados às mulheres negras.

Leia mais: Cinco mulheres revolucionárias para você conhecer no Dia da Consciência Negra

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