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Companhia referência no teatro negro anuncia turnê cultural pelo Brasil

Projeto do Grupo dos Dez estreia ainda em 2025 e segue até 2026, com novas peças, homenagens e ações formativas em vários estados do país
A atriz BiaNogueira, integrante do Grupo dos Dez.

A atriz BiaNogueira, integrante do Grupo dos Dez.

— Paulo Abreu Val

30 de setembro de 2025

 O Grupo dos Dez, companhia mineira referência no teatro negro brasileiro, anuncia sua volta aos palcos com um projeto inédito de circulação nacional, que prevê sessões em diversos estados do país entre outubro de 2025 e julho de 2026. A iniciativa marca os 15 anos de trajetória do coletivo e também fortalece sua manutenção, criando condições para um processo contínuo de pesquisa e criação.

A turnê terá a realização de mais de 60 encenações, divididas em quatro espetáculos, sendo duas montagens já reconhecidas pelo público e pela crítica e duas obras inéditas que passarão por seis estados brasileiros. O projeto também prevê oficinas e rodas de conversa, ampliando a experiência artística para além dos palcos e aproximando comunidades locais da criação teatral.

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Inspirado em matrizes afro-brasileiras, o grupo traz para o palco símbolos como a capoeira e o samba, que atravessam a história do país e se transformam em base poética e estética de cada montagem.

Bia Nogueira, artista e integrante da equipe criativa, destaca o caráter social da retomada: “O Grupo dos Dez sempre foi mais do que espetáculos: é sobre abrir espaços de encontro, escuta e pertencimento. Estar de volta com essa temporada é potencializar vozes que refletem o Brasil em toda a sua diversidade e afirmar que a arte deve ser acessível a todas as pessoas.”

Um dos marcos da turnê será a homenagem aos 90 anos do dramaturgo João das Neves, figura central da dramaturgia brasileira e parceiro histórico do Grupo dos Dez. Além disso, a proposta reafirma o compromisso do coletivo mineiro com a geração de empregos e renda no setor cultural, com a contratação de mais de 200 profissionais, majoritariamente negros, LGBTQIAPN+ e periféricos, ao longo de todo o processo.

Para Rodrigo Jerônimo, fundador e diretor do grupo, o retorno neste momento tem um profundo valor simbólico: “Chegar aos 15 anos significa olhar para trás e reconhecer tudo o que conquistamos, mas também reafirmar que nosso trabalho só ganha sentido quando é capaz de criar coletivamente e transformar realidades. Com a apresentação do Ministério da Cultura e da Petrobras, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, damos um passo essencial para ampliar essa história e alcançar novos públicos e territórios.”

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