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Exposição problematiza construção histórica do corpo negro e exploração do trabalho

Mostra "Greve Negra Já!" do artista Luciano Feijão reúne desenhos e instalações que dialogam com a pesquisa Antianatomia Negra; programa educativo aborda figuras históricas como Abdias Nascimento e Marielle Franco
Obra de arte pertencente à exposição "Greve Negra Já!", do artista Luciano Feijão.

Obra de arte pertencente à exposição "Greve Negra Já!", do artista Luciano Feijão.

— Luciano Feijão/Reprodução

15 de março de 2026

O Museu de Arte do Espírito Santo (MAES) apresenta a exposição “Greve Negra Já!”, do artista Luciano Feijão, em articulação com o Movimento Grevista Negro. A mostra propõe uma investigação estética e política sobre os modos históricos de construção do corpo negro e questiona paradigmas científicos, anatômicos e normativos relacionados a estruturas de dominação racial.

A mostra parte de uma problematização sobre processos de subjetividades negras moldados pela exploração do trabalho, pela lógica capitalista de produção de valor e pela violência institucional. As obras buscam evidenciar como esses elementos operam na manutenção de desigualdades e na naturalização da precarização da vida negra.

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Reunindo desenhos e instalações, “Greve Negra Já!” apresenta obras em diálogo com a pesquisa “Antianatomia Negra”, realizada pelo artista. A exposição propõe ao público uma reflexão crítica sobre os mecanismos que condicionam a exploração do trabalho e convoca para a construção de uma consciência de classe orientada por uma perspectiva afrocentrada. A noção de greve é apresentada como campo para pensar mudanças radicais.

A curadoria é de Renato Lopes (SP) e a produção de Elaine Pinheiro. O período expositivo vai de 24 de fevereiro a 26 de abril, com entrada gratuita.

Programa educativo

Como parte do Programa Educativo da exposição, nos dias 18 e 19 de março o MAES realiza uma formação presencial conduzida por Karenn Amorim, arte-educadora graduada em Artes Plásticas e mestre em Artes pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), atualmente doutoranda em Artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

O encontro tem como base o material educativo desenvolvido para a exposição, intitulado “Pedagogia da Rebeldia: aprender, desaprender e conspirar juntos”. Entre as atividades previstas estão rituais pedagógicos que colocam os participantes em contato com figuras históricas negras, como Aimé Césaire, Sojourner Truth, Abdias Nascimento, Carolina Maria de Jesus e Marielle Franco.

Em diálogo com a pesquisa Antianatomia Negra, que atravessa a exposição, a formação propõe experimentar dinâmicas de criação, reflexão e troca, articulando arte, educação e movimento negro como campos vivos de produção de conhecimento.

A participação é gratuita, com até 40 vagas por grupo. As atividades ocorrem em quatro horários: 18 de março, das 10h às 12h e das 14h às 16h; e 19 de março, nos mesmos horários.

Serviço

Exposição “Greve Negra Já!”

Quando: até 26 de abril de 2026

Horários: terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h

Local: Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES) – Av. Jerônimo Monteiro, 631 – Centro, Vitória (ES)

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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