PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Thereza Santos é homenageada em feira do livro no Bixiga, em São Paulo

Programação gratuita está marcada de 1º a 3 de maio no bairro paulistano e reúne atividades culturais celebrando a história negra da região
A escritora, professora, atriz, e dramaturga brasileira Thereza Santos, homenageada na Feira do Livro da Rocha.

A escritora, professora, atriz, e dramaturga brasileira Thereza Santos, homenageada na Feira do Livro da Rocha.

— Reprodução/Arquivo Nacional Brasi/Fundo Maria Beatriz Nascimento

1 de maio de 2026

A 2ª edição da Feira do Livro da Rocha (Flir) homenageia a escritora, atriz, dramaturga, professora e ativista brasileira Thereza Santos (1930–2012), referência na luta pelos direitos das mulheres e do movimento negro. O evento gratuita será realizada de 1º a 3 de maio, no bairro do Bixiga, na região central de São Paulo. 

Com o tema “Bem Viver”, inspirado nas cosmovisões indígenas e na Marcha das Mulheres Negras, o evento reúne 57 editoras, sete livrarias, além de atrações musicais e atividades culturais ao longo da Rua Rocha. 

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Durante os três dias, o evento contará com uma exposição sobre a trajetória de Therez Santos. Nascida em 7 de julho de 1938, no Rio de Janeiro, ela foi presa pela Ditadura Militar por sua posição política, na década de 1970, e ao ser libertada, escolheu se exilar no continente africano. 

Ao retornar ao Brasil, dedicou-se ao trabalho como escritora e publicou a autobiografia “Malunga Thereza Santos: a história de vida de uma guerreira”.  O evento também contará com a exibição do documentário “Malunga”, que retrata sua vida, a perseguição política e seu papel no movimento negro, além de mesas de debate sobre temas ligados à sua atuação. 

Organizada pela Livraria Simples, a feira tem apoio de livreiros e organizações sociais do Bixiga. Entre as iniciativas está o coletivo Negros do Bixiga, responsável pelo roteiro afroturístico “Negros do Bixiga”, que percorre a herança afro-brasileira do bairro. 

Leia mais: Terreiro em SP recebe Cidinha da Silva para lançar livro inspirado em Sueli Carneiro

Entre os destaques da programação está a mesa de abertura “Imaginar outros mundos: o bem-viver em três perspectivas”, com participação de Alberto Acosta, Kaká Werá e Jecupé, com mediação de Juliana Gonçalves. O debate aborda o conceito de “bem viver” a partir de perspectivas indígenas, andinas e de mulheres negras. A atividade acontece na sexta-feira (1º), às 10h30, no Palco Rio Saracura. 

Também na sexta-feira (1º), às 14h, no Bar do Seu Manuel, a escritora Cidinha da Silva, uma das principais vozes da literatura negra brasileira, ministra uma aula pública sobre suas obras “Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior: 81 Lições do método Sueli Carneiro” e “Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras — Nós e os livros”.

No sabádo (2), às 18h, o palco Bixiga recebe o show “Samba de Roda: Garoa do Recôncavo”. A apresentação relembra o legado do Mestre Ananias, sambista baiano pioneiro em São Paulo, que tem sua casa no bairro do Bixiga. 

Além da literatura, a programação contará com atividades infantis, oficinas de reciclagem, orientação jurídica,  bordado e tricô e troca de mudas de plantas. 

A programação completa está disponível no site da Flir.

Leia mais: Feira do livro periférico acontece em São Paulo, com entrada gratuita

Serviço

2ª Feira do Livro da Rocha (FLIR)

Quando: 1, 2 e 3 de maio (Sexta, sábado e domingo)
Horário: das 10h às 20h
Onde: Rua Rocha (entre as ruas Itapeva e Una), Bixiga – São Paulo/SP
Entrada: Gratuita

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano